Energia

Brasil realizará primeira licitação eólica offshore até outubro

O Brasil realizará sua primeira licitação para energia eólica offshore em outubro, anunciou uma autoridade do Ministério do Meio Ambiente na terça-feira, dizendo que o país tem um potencial “inacreditável” como fonte emergente de energia verde.

O governo federal lançou uma força-tarefa cuja missão será finalizar regras e regulamentos para empresas interessadas em instalar parques eólicos offshore no Brasil, com o objetivo de realizar a primeira licitação até setembro ou outubro, disse Marcelo Freire, do Ministério do Meio Ambiente.

O Brasil reivindica um enorme potencial como produtor de energia eólica offshore, apontando para seu enorme litoral, ventos constantes e águas relativamente rasas.

Olhando apenas para “projetos de alta viabilidade”, o Brasil tem cerca de 700 gigawatts de capacidade, diz o ministério – quatro vezes toda a produção de energia do país atualmente e quase 20 vezes toda a energia eólica offshore produzida no mundo hoje.

“O Brasil tem um potencial inacreditável para ser um grande exportador de energia verde”, disse Freire, vice-secretário de clima e relações internacionais, à AFP.

“Em um momento em que a Europa precisa urgentemente encontrar fontes alternativas de energia, o Brasil tem potencial para produzir quatro vezes sua produção atual de energia com energia eólica offshore”, disse ele de Oslo, na Noruega, à margem de uma conferência marítima onde anunciou o novo iniciativa.

“Não temos demanda interna para consumir tudo isso. Então, estamos pensando em desenvolvê-la como uma indústria que exportará soluções climáticas.”

O Brasil pode ter seus primeiros parques eólicos offshore cerca de cinco anos após a licitação, disse ele.

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