Empregos

Brasfels volta a demitir funcionários

Aproximadamente 200 funcionários do estaleiro Brasfels estão sendo demitidos na última terça-feira (16), em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A empresa justifica os cortes pela falta de pagamento da Sete Brasil, sua principal cliente — nenhuma verba é repassada pela empresa desde novembro de 2014. A informação é do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Manoel Sales.

Brasfels pretende demitir de 1,2 a 1,5 mil funcionários em Angra dos Reis
No início deste mês, a empresa já havia dispensado 760 trabalhadores, a maioria envolvida na construção de plataformas para a Sete Brasil. O sindicato disse anteriormente que o número de demissões chegava a 1 mil, mas a informação foi corrigida. O sindicato também havia anunciado que os cortes tinham sido interrompidos. Na verdade, houve apenas uma pausa para que fosse feito um novo planejamento no processo de demissões — acerto de contas, exames médicos, etc.
O contrato entre a Sete Brasil e o estaleiro Brasfels foi firmado em 2012. O acordo inclui a construção de um total de seis plataformas flutuantes de perfuração, para exploração de petróleo — para serem usadas em poços do pré-sal na Bacia de Santos (SP). As obras começaram ainda no ano de 2012, com início da entrega previsto para 2016.
O sindicato informou que cada plataforma leva de um ano e meio a dois anos para ser construída. Atualmente, apenas uma delas foi finalizada, e outras duas estão em fase de construção, com as obras paralisadas. As demais ainda não saíram do papel.

Procurada,a Sete Brasil disse que não vai comentar o assunto. Já o estaleiro Brasfels não havia se pronunciado até o início da tarde desta terça-feira.
Brasfels explica motivos das demissões em comunicado a funcionários
Em comunicado entregue aos funcionários, a Brasfels alegou que tentou evitar as demissões, mas o volume de obras executadas atualmente pela empresa caiu quase 40%, o que torna insustentável o custo da manutenção da mão de obra do trabalhador. Também justificou que há serviços paralisados sem previsão de serem retomados.
Ainda segundo o sindicato, o estaleiro dará prioridade aos demitidos recentemente em possíveis contratações futuras. De janeiro a dezembro de 2015, foram demitidos 1.160 funcionários. Atualmente, a unidade possui em torno de 4,7 mil trabalhadores. No auge da produção de navios, nas décadas de 1970 e 1980, chegou a ter até 12 mil colaboradores.
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