Economia

Inflação sobe em maio e atinge 8,06% na comparação anual

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A inflação no Brasil saltou em maio para a maior taxa mensal em um quarto de século e a cifra anual subiu 8% pela primeira vez em quase cinco anos, de acordo com dados divulgados na quarta-feira, o que quase certamente confirma que o Banco Central vai aumentar as taxas de juros em sua reunião na próxima semana.

As taxas de aumento mensal e anual dos preços ao consumidor foram mais rápidas do que o esperado e devem lançar novas dúvidas sobre a insistência das autoridades de que grande parte da recente alta da inflação se deve a choques temporários.

A taxa de inflação mensal de 0,8%, impulsionada pelos custos de eletricidade e habitação, foi a maior para maio desde 1996 e a taxa anual de 8,1% foi a primeira leitura acima de 8% desde setembro de 2016, indicou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

As previsões medianas em uma pesquisa da Reuters com economistas eram de 0,7% e 7,9%, respectivamente.

“No geral, o alto ritmo da inflação tornará a leitura desconfortável para o banco central”, disse William Jackson, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics.

“Os legisladores deram uma direção clara de que está em jogo uma alta de 75pb da Selic para 4,25% na próxima semana. Suspeitamos que eles sinalizarão outra alta de 75pb em agosto”, estimou.

Os preços da eletricidade subiram 5,4% no mês. A pior seca do Brasil em quase um século está pressionando os custos para cima, porque grande parte da energia do país é hidrelétrica.

As nove categorias acompanhadas pelo IBGE apresentaram reajustes de preços. Os custos com habitação, incluindo energia elétrica, subiram 1,8% e responderam por um terço do aumento geral, enquanto os transportes, incluindo combustíveis, avançaram 1,2% e responderam por pouco menos de um terço do aumento total, especificou o IBGE.

A meta de inflação do banco central para o final do ano é de 3,75%, com margem de erro de 1,5 ponto percentual para cada lado. Os dados de maio mostram que a inflação está bem acima mesmo do limite superior de 5,25% desse intervalo.

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