Economia

Positive Ventures do Brasil fecha com fundo de US$ 10 milhões para investimento de impacto

A Positive Ventures, uma empresa de risco com sede em São Paulo, garantiu US$ 10 milhões para seu último fundo.

A Positive Ventures elevou o capital de uma impressionante lista de LPs, incluindo o investidor Luis Stuhlberger, sócio fundador da Verde Asset Management e Cândido Bracher, ex-presidente e CEO do Itaú-Unibanco, o maior banco do Brasil.

A missão auto-descrita da empresa brasileira é “investir em startups onde cada dólar de receita também está proporcionando impacto ambiental ou social”.

Conversei com o co-fundador e co-CEO Fabio Kestenbaum, que enfatizou a importância de uma estratégia de investimento em um país como o Brasil que teve sua participação na corrupção ao longo dos anos. (Kestenbaum co-fundou a empresa com Andrea Oliveira e Bruna Constantino.

A Positive Ventures orgulha-se de ser guiada pelas Nações Unidas como parte de sua iniciativado PactoGlobal. Ele também tem uma pontuação de impacto de nível B,ou seja, como uma B Corp. que faz impacto parte de sua estratégia principal, está indo muito bem.

O ponto fraco da empresa é o início da temporada — Semente e Série A — empreendimentos “que podem proporcionar impacto e retorno financeiro superados”, segundo Kestenbaum. Seu tamanho médio de investimento é de US $ 500.000, mas a empresa pode ir até US $ 1,5 milhão em rodadas de follow-on.

A Positive Ventures busca apoiar empresas orientadas ao impacto “construindo soluções inovadoras para enfrentar desafios maciços relacionados à desigualdade e às mudanças climáticas”.

O sócio e CIO Murilo Johas Menezes está sediado fora da Área da Baía e lidera a estratégia offshore e investimentos da empresa em empresas.

Investimentos

A Positive Ventures é agnóstica do setor, mas mantém três megatendências de impacto em mente ao terceirizar negócios:

  • Fronteiras Planetárias, como reciclagem, carbono, sistemas sustentáveis
  • Resiliência Social, como serviços financeiros, crédito, upskilling da força de trabalho e
  • Vazios Institucionais, focados nos desafios mais urgentes das economias emergentes, como educação, saúde e tecnologias em ascensão.

“Se você quer trazer capital privado para o jogo para ajudar a enfrentar os desafios sociais e ambientais, temos que recompensar essa capital”, disse Kestenbaum em uma entrevista anterior. “Como tal, reconhecemos que temos que investir em bons negócios que possam fornecer retornos financeiros também.” Até agora, a Positive Ventures apoiou cinco empresas de seu novo fundo.

Um de seus primeiros investimentos, o Labi Exames, tornou-se um “parâmetro para combater o Covid no Brasil”, disse Kestenbaum, ao oferecer uma alternativa de preço justo e de qualidade para testar milhões de famílias de baixa renda sem seguro em comunidades vulneráveis.

Outra empresa de portfólio, labi, ajudou a apoiar as empresas na reabertura com segurança, testando continuamente sua força de trabalho.

“Essa proposta de valor híbrido fez do Labi a tecnologia de saúde mais admirada do Brasil e resultou em crescimento da MRR para além de 600%, acelerando sua Série B, o que acontecerá nos próximos meses”, observou Kestenbuam.

Outro investimento fundamental para a Positive Ventures foi o Slang, um aplicativo orientado por IA para desafiar o analfabetismo inglês na América Latina apoiado por Chamath Palihapitiya, do Social Capital, e o AllVP do México.

“Menos de 3% dos brasileiros falam inglês com proficiência, e esse vazio martela suas chances de conseguir um emprego decente e melhorar a renda”, disse Kestenbau. “O mesmo acontece em todos os países da LATAM.”

A Positive Ventures recentemente fechou seu maior investimento até agora — na Provi, uma fintechcertificada pela B que fornece empréstimos orientados à educação para viabilizar a capacitação e a empregabilidade para a força de trabalho da LATAM, a partir do Brasil. A missão da empresa é revolucionar a educação, fornecendo crédito livre de incômodos e orientados a impacto.

A Provi foi pioneira em acordos de participação de renda (ISAs) na região e já gerou mais de US$ 30 milhões em crédito, a maioria dos quais irá para cursos de tecnologia e saúde.

O próximo passo da Positive Ventures é um fundo de crescimento de US$ 30 milhões.

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