Petróleo

Petrobras programa parada para manutenção na bacia de Santos

Bacia de Santos Mexilhão Petrobras

A Petrobras planeja uma paralisação de 30 dias, a partir de 15 de agosto, na plataforma de Mexilhão e no gasoduto da Rota 1, que movimenta o gás produzido em Mexilhão e outras instalações do campo de pré-sal / pós-sal na bacia de Santos, offshore, no Brasil.

A empresa utilizará a suspensão da produção para um programa de manutenção preventiva e melhorias nas instalações, incluindo:

• Inspeção de equipamentos NR-13 (Norma Regulamentadora sobre inspeção de segurança e operação de vasos de pressão, caldeiras e tubulações) e SPIE (Serviço Interno de Inspeção de Equipamentos).

• Intervenções em equipamentos necessários à produção e entrega de gás.

• Para mitigar o impacto no fornecimento de gás durante a paralisação, a Petrobras buscará expandir a capacidade do terminal de regaseificação da Baía de Guanabara de 20 MMcm / d para 30 MMcm / d.

• Reposicionar o navio regaseificador do terminal de regaseificação de GNL de Pecém para o Terminal Bahia, com capacidade para abastecer mais 14 MMcm / d.

• Termos de negociação para aumento temporário das importações da Bolívia.

Além disso, a Petrobras combinará a manutenção com paradas programadas de termelétricas próprias e de terceiros no Brasil, reduzindo a demanda por gás natural dessas usinas e aumentando sua disponibilidade de geração no período de seca remanescente.

Sobre a Petrobras

Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras; pronunciado Petrobras) é uma empresa de capital aberto (sociedade anônima), cujo acionista majoritário é o Governo do Brasil (União), sendo, portanto, uma empresa estatal de economia mista. Com sede no Rio de Janeiro, opera atualmente em 14 países, no segmento de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados. O seu lema atual é “Uma empresa integrada de energia que atua com responsabilidade social e ambiental”. Em 2020 Forbes Global 2000, a Petrobras foi classificada como a septuagésima maior empresa pública do mundo.

A empresa foi instituída em 3 de outubro de 1953 e deixou de monopolizar a indústria petroleira no Brasil em 1997, mas continua a ser uma importante produtora do produto, com uma produção diária de mais de 2 milhões de barris (320 mil metros cúbicos). A multinacional é proprietária de refinarias, petroleiros e é uma grande distribuidora de derivados de petróleo. A Petrobras é líder mundial no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas.

A Petrobras estava em 2011 no quinto lugar na classificação das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo. Em valor de mercado, foi a segunda maior empresa do continente americano e a quarta maior do mundo, no ano de 2010. Em setembro de 2010, passou a ser a segunda maior empresa de energia do mundo, sempre em termos de valor de mercado, segundo dados da Bloomberg e da Agência Brasil. Em setembro de 2010, a empresa ficou conhecida internacionalmente por efetuar a maior capitalização em capital aberto da história: 72,8 bilhões de dólares (a época 127,4 bilhões de reais), praticamente o dobro do recorde até então, que era da Nippon Telegraph and Telephone (NTT), com 36,8 bilhões de dólares capitalizados em novembro de 1987. Em 2014, a Petrobras teve um prejuízo de 21,587 bilhões de reais, o maior desde 1986 e o primeiro da empresa desde 1991. A perda de dinheiro causada pela corrupção entre 2004 e 2012 foi estimada em 6,194 bilhões de reais.  Em 2015, a Petrobras registrou um prejuízo de 34,8 bilhões de reais, em decorrência da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, da crise econômica no país, e da crise referente à Operação Lava Jato, que fez com que a empresa suspendesse seus investimentos, o que atingiu em cheio a rede de fornecedores de serviços e equipamentos.

A Petrobrás é responsável por 0.77% da emissão de gases efeito estufa na indústria no período entre 1988 até 2015 e, portanto, um dos maiores responsáveis para as mudanças climáticas que causam “riscos à saúde, aos meios de subsistência, à segurança alimentar, ao suprimento de água e ao crescimento econômico.”

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