Economia

Inflação brasileira de fevereiro mais alta em quatro anos

O índice IPCA-15 de preços ao consumidor do Brasil subiu 0,48% no mês até meados de fevereiro, informou a agência de estatísticas IBGE na quarta-feira, a maior leitura de fevereiro em quatro anos, impulsionado por fortes aumentos nos custos de transporte e educação.

Isso foi abaixo da taxa de 0,78% de inflação mensal em janeiro, mas acima da mediana prevista em uma pesquisa da Reuters de 0,46% e o suficiente para empurrar a taxa anual de inflação para 4,57%.

Esse é o maior valor em quase dois anos e acima da meta do banco central para a inflação de preços ao consumidor de 3,75% no final do ano. A mediana das previsões em uma pesquisa da Reuters com economistas era de 4,55%.

Os números sugerem que as pressões inflacionárias no Brasil continuam elevadas. Com uma taxa de câmbio persistentemente fraca e a preocupação dos investidores com a intensificação das finanças públicas, é improvável que diminuam tão cedo. Nem as expectativas de taxas de juros.

Os preços aumentaram em seis dos nove grupos de bens e serviços do IBGE. Os custos de transporte aumentaram 1,1% no mês, respondendo por quase metade do aumento geral mensal.

Nesse segmento, os preços dos combustíveis subiram 3,3%, com os preços do gás subindo pelo oitavo mês consecutivo. O presidente Jair Bolsonaro causou uma tempestade ao anunciar na semana passada que substituirá o chefe da gigante estatal do petróleo Petrobras PETR4.SA após uma discussão sobre os preços dos combustíveis.

Os custos com educação subiram 2,4% no mês, respondendo por quase um terço do aumento geral, disse o IBGE.

Os preços de alimentos e bebidas subiram 0,56%, menos da metade da taxa do mês anterior, informou o IBGE. Os formuladores de políticas do banco central disseram que ainda veem a alta dos preços dos alimentos como um fenômeno temporário, mas admitem que dura mais do que esperavam.

Uma pesquisa semanal do banco central com economistas, publicada na segunda-feira, mostrou que a previsão de inflação média para 2021 subindo de 3,60% para 3,80% e a previsão da taxa de juros de fim de ano para 4,00% de 3,75%.

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