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Decisões judiciais enfraquecem greve dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros

O governo brasileiro obteve no fim da semana passada uma série de limiares judiciais para impedir os caminhoneiros de bloquear as estradas durante uma greve que começou hoje.

A Polícia Rodoviária Federal comunicou hoje apenas atendem pontuais de caminhoneiros em alguns municípios. A greve dos motoristas de caminhão convocada para 1 de novembro não atingiu grandes proporções e o tráfego foi considerado normal pelas autoridades brasileiras.

No estado de São Paulo, houve relatos de motoristas tentando impedir o acesso ao porto de Santos, o maior do país. No entanto, a polícia dispersou o movimento

Na última sexta-feira, o Ministério da Infraestrutura obteve 29 liminares em 20 estados diferentes para proibir a greve dos caminhoneiros e bloqueios em estradas e impor multas aos manifestantes. O governo recorreu aos tribunais como medida preventiva, temendo prejuízos para o país, como ocorreu em 2018, quando uma greve dos caminhoneiros de 10 dias causou escassez de insumos básicos, especialmente de combustível.

Muitos motoristas registrados em casa hoje e não estão transportando produtos, segundo os líderes dos caminhoneiros. O objetivo da greve não era bloquear as estradas, disseram eles.

Três grupos estão liderando o esforço: a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Motorizados (Abrava), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Carga (CNTRC) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL).

A queixa principal da categoria é o aumento dos custos, especialmente para a manutenção de veículos e diesel. Desde o início de 2021, o preço médio do diesel vendido nas refinarias subiu mais de 60pc.

A adesão a uma greve dos caminhoneiros planejada dos caminhoneiros é sempre incerta, uma vez que as várias entidades representativas dos motoristas têm opiniões divergentes, o que dificuldade a mobilização nacional. Nos últimos anos, várias greves anunciadas não obtiveram um apoio significativo.

Além dos preços mais baixos do diesel, os caminhoneiros estão exigindo uma revisão da política de preços da Petrobras, controlada pelo Estado, conhecida como preço de paridade da importação. O grupo também quer mudanças na aplicação dos preços de frete, tal como consta em uma tabela preparada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A tabela foi criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, quando houve um pedido de melhor restauração, mas os motoristas pedem uma maior supervisão governamental sobre a aplicação dos valores da tabela e revisões da metodologia.

Outras exigências incluem uma melhoria dos pacotes de reforma, a aprovação de um novo modelo regulamentar para os transportes de carga, e a criação de uma lei para melhorar e criar paradas de caminhões e pontos de descanso nas estradas de todo o país.

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