Óleo e Gás

Circuito de Petróleo e Gás do Brasil

Na última edição do Circuito de Petróleo e Gás Brasil, evento organizado pela ONIP em parceria com a ABPIP e apoiado pela Firjan, o Anuário do Petróleo Rio 2020 foi o tema central e trouxe um vislumbre das atividades de exploração e produção no Rio de Janeiro águas, com convidados de três operadoras. A descoberta anunciada pela Petrobras, que encontrou petróleo em águas ultraprofundas em Naru, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, foi destacada por Roberto Ardenghy, diretor executivo de Relações Institucionais da Petrobras: “Ainda não dá para dizer o quê acontecerá com essa descoberta, já que o prospecto do pré-sal da Bacia de Campos está em fase final de avaliação, porém, a notícia traz uma perspectiva positiva. ”

Além das novidades do dia, o executivo destacou a importância da tecnologia e da inovação para o avanço das atividades da empresa, com destaque para o Cenpes. O recorde, recentemente alcançado, de regaseificação de gás no terminal da Baía de Guanabara, com volume de 30 milhões de m³ / dia; o lançamento de estratégias biorrefinas para a Reduc, entre outras estratégias de modernização do parque de refino do Rio. Estudos de sinergia entre o Polo Gaslub e a Reduc, para além da vertente das grandes áreas offshore e da construção das suas infraestruturas produtivas. Ele confirmou que a empresa prepara o Dia Petrobras para anunciar novas iniciativas de trabalho com sua cadeia de suprimentos.

Outro item destacado no evento é o incentivo à produção de campos maduros, e foi apresentado por Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan e diretora geral da ONIP, que mediou o evento e também apresentou a edição recém-lançada do “ Rio Petroleum Yearbook ”. A regulamentação da redução de royalties em campos concedidos a pequenas e médias empresas está nos planos da ANP para consulta pública na próxima semana, disse ela, citando informações do secretário de Minas e Energia José Mauro Ferreira Coelho, do Ministério do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Novas operadoras do mercado offshore do Rio de Janeiro, Perenco e BW Energy, também participaram do evento. Beatriz Souto, da BW, disse que a empresa tem muito interesse pelo Brasil: “Vemos o país como um ambiente sólido, um ambiente regulado e um ambiente jurídico de alta segurança, além de apresentar órgãos qualificados que abrem o diálogo com as operadoras. ”Leonardo Caldas, diretor de Relações Institucionais da Perenco do Brasil, disse que a empresa, que tem expertise em campos maduros, vai tentar resgatar a produção histórica do campo de Pargo, em torno de 15 mil a 20 mil barris / dia, com os investimentos que a Perenco tem em mente. Hoje, a produção gira em torno de 4 mil barris / dia. A expansão ainda depende da aprovação da ANP do plano de desenvolvimento da empresa.

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