Óleo e Gás

BRF deve zerar emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2040

BRF

A BRF se comprometeu nesta quarta-feira a atingir a emissão líquida zero de gases de efeito estufa até 2040. O anúncio foi feito pelo CEO Lorival Luz durante o 2º Fórum ESG organizado pela empresa.

“A questão do clima é um desafio para todos. Todos precisam fazer a sua parte, e o prazo para agirmos diminui a cada dia. A BRF vem se preparando para enfrentar a questão do aquecimento global há muito tempo, por isso estamos cientes da relevância do anúncio que estamos formalizando hoje ”, disse ele durante o evento online. “Vamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa e neutralizar as residuais.”

Grazielle Parenti — Foto: Claudio Belli/Valor

Grazielle Parenti — Foto: Claudio Belli/Valor

Segundo a vice-presidente global de relações institucionais, Grazielle Parenti, a empresa vai adotar ações em várias etapas de sua cadeia produtiva. A meta é reduzir, até 2030, 35% das emissões diretas geradas pelas operações da empresa e as emissões indiretas geradas pelo consumo de energia elétrica ou térmica, além de 12,3% das emissões indiretas, com neutralização das emissões residuais até 2040 .

Quatro frentes serão prioritárias nas ações: compra sustentável de grãos, promoção da agricultura de baixo carbono, aumento do uso de energias renováveis ​​e aumento da eficiência operacional. O processo de compra de grãos terá novas diretrizes para que essa cadeia fique livre do desmatamento. A empresa não trabalhará com grãos de propriedades onde ocorreu desmatamento no bioma amazônico.

Em energia renovável, haverá investimentos em fontes eólica e solar para que mais de 50% da energia consumida pela operação venha de fontes limpas até 2030. A empresa já havia anunciado em março uma parceria com o Banco do Brasil para financiamento e apoiar 9.500 produtores integrados de aves e suínos na instalação de painéis solares em granjas e incubatórios.

A JBS, maior empresa de proteína animal do mundo, também anunciou que antecipou para 2025 a partir de 2030 a meta de desmatamento ilegal zero em sua cadeia produtiva de gado nos biomas Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga. Para a Amazônia, o limite estabelecido pela empresa já era 2025.

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