Economia

Brasil suspende direitos de importação de soja e milho até o fim do ano, diz ministério

O Brasil suspendeu os direitos de importação de soja, milho, farelo de soja e óleo de soja até o fim do ano, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira, à medida que o país busca desacelerar a inflação, impulsionado pelo aumento dos preços globais das commodities.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) já havia autorizado a suspensão do imposto de importação sobre milho até 31 de março deste ano e a soja até 15 de janeiro. A medida mais recente provavelmente beneficiará os produtores de grãos dos EUA, dizem especialistas, já que os compradores brasileiros haviam focado anteriormente nos produtores do Mercosul que já estão isentos de tarifas.

O Ministério da Agricultura informou que, quando a isenção anterior foi anunciada, a expectativa era de que os preços externos se estabilizassem e que a safra de grãos 2020/21 teria produção suficiente para reequilibrar oferta e demanda.

“No entanto, os preços internacionais tiveram uma tendência de alta, colocando ainda mais pressão sobre os preços domésticos”, disse o ministério. “Os preços domésticos continuaram a subir devido à forte demanda externa e à contínua desvalorização do real em relação ao dólar.”

A indústria está cada vez mais focada nas perspectivas para a segunda safra de milho do Brasil, a maior das duas safras anuais, que ainda não começou.

No início deste mês, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) instou o Ministério da Agricultura a apoiar seu pedido de isenção da tarifa de importação de milho e para a criação de mecanismos que proporcionem mais previsibilidade ao mercado, informou a Reuters.

Seu objetivo era ajudar a indústria da carne a fornecer ração animal em caso de problema com a segunda safra de milho do Brasil.

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