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Veja quais são os erros de português mais cometidos em concursos

A língua portuguesa acompanha nossa vida escolar desde o início. Talvez por isso, muitos concurseiros não a encarem como prioridade na hora de estudar para uma prova. O resultado é que os erros de português em concurso representam, muitas vezes, a diferença entre uma prova bem-sucedida e uma reprovação.

Verdade seja dita: nosso idioma não é nada fácil. São muitas regras, detalhes e exceções. No entanto, dominar a norma culta é essencial para garantir uma boa nota, principalmente se o certame exigir a elaboração de uma redação. Nesses casos, a língua portuguesa pode ser responsável por 50%, ou mais, da nota do candidato.

Para evitar que você caia nas armadilhas do português no seu próximo concurso, elaboramos uma lista dos erros mais cometidos. Confira!

Uso incorreto da crase

A crase representa uma fusão do artigo definido feminino “a” com a preposição “a” e seu uso é regido por regras específicas. Em algumas situações, a crase é obrigatória. Em outras, optativa.

Ela é necessária, por exemplo, em expressões que referenciam as horas (“Vamos nos encontrar às 9 horas?”), para acentuar locuções adverbiais (“às vezes”, “à noite”, “à vontade”), prepositivas (“à frente de”) e conjuntivas (“à medida que”).

Há casos, no entanto, em que o uso da crase é facultativo ou depende do contexto, como antes de pronomes possessivos femininos (“Falei à/a minha irmã que iria me atrasar”), depois da preposição “até” (“Devemos ir até à/a loja”) ou antes de nomes próprios femininos (“Avisei à/a Maria que seu livro está na secretaria”).

Vale ressaltar que, se o nome próprio estiver determinado, o uso da crase é obrigatório (“Avisei à professora Maria que seu livro está na secretaria”).

O segredo é conhecer as regras básicas e as principais exceções, além de ler o conteúdo com bastante atenção.

Erros de ortografia

Falhas ortográficas são cruciais para separar quem é aprovado ou não, pois elas revelam que o candidato não tem um hábito de leitura ou não se atenta para o que lê. Por isso, além de estudar as regras ortográficas, é importante ler sempre. Livros, jornais, revistas e sites de confiança são ótimos recursos para melhorar a sua relação com a escrita.

Nesse departamento, lembre-se de estudar as diferenças entre:

  • “x” e “ch”;
  • “s” e “z”;
  • “s”, “ss” e “ç”.

Não se esqueça, também, que a Nova Ortografia trouxe mudanças para o uso dos acentos e do hífen em palavras compostas.

Confusão entre “mais” e “mas”

Outro erro muito comum é a dúvida entre o uso do “mas” e do “mais”. O “mas”, sem o “i”, é uma conjunção adversativa e indica o embate entre duas afirmações (“Comprei a passagem, mas não vou poder viajar”).

Enquanto o “mais”, com o “i”, é um advérbio de intensidade, ou seja, denota abundância ou exagero (“Ana gosta mais de uva do que de maçã”).

Uso incorreto do verbo “haver”

O verbo “haver” é impessoal, o que indica que o sujeito da frase é inexistente. Por isso, ele não obedece à regra básica de concordância verbal, sendo sempre conjugado na 3ª pessoa do singular.

Outras particularidades são que, quando for usado no sentido de “existir” (“Havia vinte carros no estacionamento”) ou quando designar tempo transcorrido (“Não durmo  5 dias”), ele não deve ser flexionado.

Mistura entre “tu” e “você”

Misturar o “tu” e o “você” é outro erro recorrente nas provas de concurso. A regra geral é a seguinte: quando o interlocutor for tratado como “você”, emprega-se o pronome pessoal oblíquo de 3ª pessoa “lhe” ou “o/a”.

Porém, se ele for tratado como “tu”, usa-se o pronome pessoal oblíquo de 2ª pessoa “te”. Vamos simplificar? Só use “te” e “teu” quando usar o “tu”.

Má interpretação do enunciado

Além dos erros ortográficos, a má interpretação do enunciado é um dos problemas que mais reprovam em provas de concurso. Muitas vezes, o candidato quer ganhar tempo e não lê a pergunta com atenção, ou lê apenas uma vez, responde e segue em frente.

Não se engane, ler o enunciado com atenção é essencial. Durante a leitura, sublinhe os verbos de comando que designam o que a questão quer que você faça, como “comente”, “indique” e “justifique”.

No caso das provas objetivas, preste atenção para não cair em armadilhas, como as questões que pedem para marcar a questão errada ou indicar o que não é certo fazer em determinada situação.

Uso de “o mesmo”/“a mesma” como pronome pessoal

Usar “o mesmo” ou “a mesma” como pronome pessoal, além de errado, é um dos maiores clichês das provas de redação.

Lembre-se: “o mesmo”/“a mesma” pode ser usado apenas como pronome demonstrativo, substantivo ou adjetivo, nunca para se referir a uma pessoa.

Emprego incorreto de pronomes

Questões sobre pronomes são pegadinhas frequentes em provas de concurso. Por isso, é importante ter convicção das regras de colocação de pronomes oblíquos átonos (“me”, “te”, “se”, “lhe”, “o” e “a”).

Outro problema básico é o uso dos pronomes “eu” e “mim”, comumente confundidos na linguagem coloquial falada. Na norma culta, o “eu” é usado antes de verbos no infinitivo (“Peguei uma receita de bolo para eu fazer”) e o “mim” é utilizado depois de preposições (“Busque aquele documento para mim”).

Não diferenciar “onde” de “aonde”

Outro erro clássico influenciado pelo coloquialismo da fala é a diferenciação de “onde” e “aonde”.

Durante a conversação, essas duas palavras são usadas como sinônimos, mas, na escrita formal, há uma diferença: o “onde” dá a ideia de lugar fixo (“Onde você mora?”), enquanto o “aonde” acompanha verbos que indicam movimento ou transição (“Aonde você vai?”).

Quando o contexto não indicar lugar, usa-se “em que”, “no qual” ou suas variações.

Não saber a regência do verbo “lembrar”

O verbo “lembrar” tem três regências distintas: transitivo indireto (“Lembro-me de você”), transitivo direto e indireto (“Lembre meu pai do horário da viagem) e, ainda, na forma pronominal (“Como você se lembra disso?”).

Esses são só alguns dos principais erros de português em concurso, mas eles mostram o quanto a gramática e a interpretação de texto são importantes para quem quer ser aprovado em um certame.

Seja para responder as questões de Língua Portuguesa, seja para compreender com clareza o que os enunciados pedem, estudar para evitar esses erros é fundamental. ( Focus Concursos)

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