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Vale deverá pagar R$ 54 bi em indenizações por Brumadinho, afirma Governo

O rompimento da barragem que ocorreu em janeiro de 2019, causando mortes e danos aos rios da região pela empresa Vale, deve ser ressarcido em indenizações às vítimas da tragédia de Brumadinho no valor total de R$ 54 bilhões. 

O relator da comissão externa Rogério Correia (PT-MG) que acompanha a negociação entre a mineradora Vale e o governo de Minas, destacou que a Vale até tentou fazer uma contraproposta de R$ 16 bilhões –  valor bem abaixo do estabelecido pelo Ministério Público, a Defensoria Pública e o governo do estado de MG.

“O governo de Minas apresentou uma conta de R$ 26 bilhões que seria o ressarcimento material para recuperação do rio, e também para aquilo que o governo gastou a mais a mais, e o MP avaliou um ressarcimento moral e para as pessoas atingidas de maneira geral um ressarcimento de R$ 28 bilhões. O total seria de R$ 54 bilhões. Este valor foi apresentado à Vale e transformado em ação judicial”, disse.

Rogério Correia informou que o plano de trabalho da comissão inclui reuniões e audiências públicas para debater os termos do acordo com os atingidos e com especialistas em recuperação judicial. Os deputados da comissão também querem obter um diagnóstico dos órgãos de licenciamento ambiental e fazer um levantamento das proposições legislativas ligadas ao tema. A comissão já fez um primeiro encontro com representantes do Ministério Público nesta sexta-feira (27).

“É um absurdo uma empresa como a Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, que foi privatizada com uma mamata, por R$ 3,8 bilhões, e entregaram de graça para esses acionistas que recebem bilhões de lucro todo ano. Uma empresa como a Vale que ganhou de graça uma empresa estatal poderosa e ficar pechinchando depois de dois crimes que cometeu, a Justiça devia ser célere nisso”, apontou.

Correia também destaca que, segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a tragédia, o caso se tratou de um crime, e não um acidente, já que tanto a Vale quanto a empresa responsável pela fiscalização da área tinham pleno conhecimento dos riscos da barragem.

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