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Temer escolhe mais um ministro acusado de corrupção para seu governo

O governo do presidente Michel Temer  não falha. Neste domingo(8) ele decidiu transferir o ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República para o comando do Ministério de Minas e Energia. É mais um político antigo acusado de corrupção em várias acusações que assume um ministério estratégico do país.

Provavelmente esta decisão foi tomada com o intuito de manter o foro privilegiado de Moreira Franco. Claro, a procuradora Raquel Dodge questionou.

A transferência para o Ministério de Minas e Energia, que garante o foro privilegiado, foi costurada pelo próprio Moreira. A saída dele do quarto andar do Palácio do Planalto não significa o fim da Secretaria-Geral da Presidência da República, criada para dar foro privilegiado ao amigo e aliado de Michel Temer em fevereiro de 2017.

Entre as tarefas que irá assumir no Ministério de Minas e Energia, Moreira ficará responsável pela negociação com o Congresso da venda da Eletrobrás. O negócio, tratado como prioridade pelo Palácio do Planalto, pode trazer ao menos R$ 12 bilhões para a União. O ministro se diz preparado para assumir a nova função e afirma que sempre teve uma convivência estreita com a equipe técnica de Minas e Energia.

Apesar da notícia de que Moreira assumiria a pasta correr desde a semana passada, auxiliares de Temer disseram que a confirmação demorou a vir porque o presidente apresentou alguma resistência a ter longe de si um de seus principais conselheiros.

A definição do nome de Moreira é uma derrota para o ex-titular da pasta, Fernando Coelho Filho, que pretendia emplacar seu secretário-executivo, Paulo Pedrosa, alinhado com as maiores petroleiras que daria suporte a sua reeleição como deputado federal.  No entanto, a saída de Coelho Filho do MDB para o DEM, poucos dias depois de ele ter se filiado ao partido do presidente, o enfraqueceu no governo.

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