Economia

Analistas veem taxa-chave mais alta e inflação maior em 2022

inflação

Os analistas do Brasil aumentaram suas projeções de taxas de juros de referência para este ano e no próximo, depois que os preços de energia em alta empurraram a inflação anual para uma alta de cinco anos.

Os decisores políticos vão elevar a Selic para 8% no final deste ano, acima da estimativa anterior de 7,63%, de acordo com pesquisa do banco central publicada na segunda-feira. Os analistas também elevaram a previsão da taxa de juros em 2022 para 8%.

A inflação anual do Brasil atingiu 9,68% em agosto, bem acima da meta do banco central de 3,75%. Uma severa seca está elevando as contas de luz no momento em que a reabertura econômica pressiona os preços dos serviços. Embora o presidente Jair Bolsonaro tenha fornecido algum alívio aos mercados financeiros ao sinalizar uma trégua com a Suprema Corte na semana passada, as tensões políticas não se dissiparam totalmente.

Na pesquisa, os analistas veem os preços ao consumidor subindo 8% em dezembro e 4,03% ao final de 2022, ambas as leituras acima da meta. Ao mesmo tempo, eles reduziram as estimativas de crescimento econômico para 5,04% em 2021 e 1,72% no próximo ano.

Os legisladores liderados por Roberto Campos Neto vêm subindo a taxa de juros desde março e sinalizam um segundo aumento consecutivo de um ponto percentual completo para a próxima semana. Vários analistas agora acreditam que um aumento ainda mais acentuado é garantido, com os comerciantes de futuros de taxas de juros apostando em uma alta de pelo menos 125 pontos-base.

O salto nos preços ao consumidor parece ser generalizado, com oito das nove categorias de produtos e serviços pesquisadas pela agência de estatísticas registrando aumentos em agosto. Isso pode levar os bancos centrais a “agir rápido” para domar as expectativas de inflação, disse Campos Neto na semana passada.

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