Economia

Tabela mínima de frete fica mais cara no Brasil

caminhoneiros frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aumentou as tarifas mínimas de frete rodoviário após os recentes aumentos nos preços do diesel.

A tabela mínima de frete foi atualizada porque os preços do diesel no mercado interno aumentaram acima de 10pc em relação ao preço que havia sido usado para calcular as tarifas de frete, disse a ANTT.

A ANTT utiliza uma pesquisa de preços do diesel da Agência Nacional de Petróleo (ANP), realizada em postos de combustíveis de varejo em todo o país, como referência para as tarifas de frete.

Com a atualização, os valores aumentarão em média entre 4,5pc-5,9pc, variando de acordo com o tipo de veículo, distância da rota, tipo de operação contratada e o tipo de carga, que inclui granéis sólidos, como grãos e fertilizantes, contêineres e granéis líquidos.

A tabela mínima de frete foi criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, que buscavam melhor remuneração. Porém, ela tem sido alvo de reclamações dos motoristas desde então. Esta é a segunda vez em 2021 que a tabela é reajustada. O primeiro aumento ocorreu em março e aumentou as tarifas de frete em média em 7pc-8,6pc.

Os caminhoneiros pedem uma maior supervisão governamental sobre a aplicação dos valores da tabela e revisões na metodologia. Esta foi uma das exigências dos caminhoneiros que convocaram uma greve para 1º de novembro.

Outras exigências são a redução dos preços do diesel e a revisão da política de preços da Petrobras, conhecida como Preço de Paridade de Importação (PPI), e questões trabalhistas, tais como melhoria na aposentadoria, aprovação de um novo modelo regulatório para transporte de carga e a criação de uma lei para melhorar e criar paradas e pontos de descanso para caminhões nas estradas de todo o país.

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