Petróleo

Suzano bate recorde de geração de caixa operacional

A Suzano Papel e Celulose bateu recorde de geração de caixa operacional, atingindo a marca de R$ 3,7 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em 31 de março de 2016. Só nos primeiros 3 meses do ano, foram R$ 902 milhões, 27,2% a mais que os R$ 709 milhões no mesmo período do ano anterior. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado (Lajida, em português, sigla para Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortizações, ajustado para efeitos não-recorrentes), chegou a 2,3x, superando a meta estabelecida pela empresa de 2,5x em 2013, na entrada em operação da Unidade Imperatriz (MA). “Temos uma estrutura de capital robusta e um plano de ganho de competitividade”, destaca Walter Schalka, presidente da empresa.

O custo caixa da empresa chegou a R$ 654/ton no 1º trimestre do ano, R$ 52/ton a menos que os R$ 706/ton no 4º trimestre de 2015, resultado, principalmente, do menor custo com madeira, em função da diminuição do raio médio no abastecimento da Unidade Mucuri (BA). “Como já havíamos adiantado, nossa perspectiva é de melhora gradual e contínua no mix de Mucuri e já começamos a sentir seus efeitos”, explica Marcelo Bacci, diretor executivo Financeiro e de Relações com Investidores. O total de despesas administrativas e com vendas foi de R$ 170/ton no 1º trimestre, 3,7% superior ao registrado no 1º trimestre de 2015 e 9,4% abaixo da inflação do período.

O Ebitda ajustado também foi recorde nos últimos 12 meses: R$ 4,93 bilhões, 7,3% superior ao registrado em 2015. A margem foi de 46%. No 1º trimestre deste ano, o Ebitda ajustado foi de R$ 1,3 bilhão, com margem de 47%, impactado, em especial, pela desvalorização do real frente ao dólar, o maior volume de vendas de papel e celulose e o aumento gradual no preço do papel no mercado interno. Destaque ainda para a receita líquida recorde de R$ 10,8 bilhões, nos últimos 12 meses, 5,5% superior ao ano passado, com o volume de vendas do trimestre alcançando 1,180 milhão de toneladas de celulose e papel, 10,5% superior ao período anterior.

Apesar de o mercado interno de papel ter sofrido retração de 5,8% nos três primeiros meses do ano, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), as vendas da Suzano cresceram 7,7% no mesmo período. O volume vendido no Brasil foi de 186,2 mil toneladas. O avanço do novo modelo de distribuição permitiu ainda ganhos no market share de papéis revestidos e a implementação dos aumentos de preços anunciados em fevereiro.

Em celulose, foram vendidas 906 mil toneladas entre janeiro e março, recorde histórico, com incremento de 22% na comparação com o período entre outubro e dezembro do ano passado (+165 mil toneladas) e de 6% frente ao 1º trimestre 2015 (+49 mil toneladas). Os principais destinos foram Ásia (39%), Europa (34%), América do Norte (15%) e Brasil (12%). A produção da empresa, nos últimos 12 meses, foi recorde, atingindo sua capacidade nominal.

O processo de liability management continua avançando, com destaque para a emissão de R$ 600 milhões em Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) a 98% do CDI. A operação foi concluída no dia 14 de abril. A dívida bruta encerrou o trimestre em R$ 14,1 bilhões, com prazo médio de 3 anos, com custo médio em reais de 83,5% do CDI, e, em dólares, de 4,1% ao ano. A dívida líquida, em 31 de março, era de R$ 11,2 bilhões (US$3,2 bilhões), contra R$ 12,5 bilhões (US$3,2 bilhões) em 31 de dezembro do ano passado. A dívida líquida em moeda estrangeira representa 75% da dívida líquida total. A posição de caixa em 31 de março era de R$ 2,8 bilhões.

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