Petróleo

Suborno, descobertas de petróleo e negócios com etanol

Petrobras descobre petróleo em novo poço do pré-sal 

A estatal brasileira Petrobras disse quarta-feira que identificou a presença de hidrocarbonetos no poço pioneiro do bloco C-M657, localizado na área do pré-sal da Bacia de Campos. A Petrobras é a operadora do bloco e detém 30 por cento das ações, em parceria com a ExxonMobil, com 40 por cento, e a Equinor da Noruega com 30 por cento. O poço 1-BRSA-1376D-RJS (Naru) está localizado a cerca de 300 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de quase 3.000 metros, informou a empresa. A produção comercial de petróleo da Petrobras no segundo trimestre cresceu 4,1 por cento, ano após ano, para quase 2,5 milhões de barris diários. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão significativa da presença da empresa nos campos do pré-sal, onde a produção cresceu quase 31% no mesmo período, para 1,5 milhão de barris diários.

Empresa americana multada por subornar companhias petrolíferas nacionais

Uma empresa de asfalto sediada nos Estados Unidos concordou em pagar US $ 16,6 milhões em multas após se declarar culpada de acusações de suborno decorrentes de seus negócios com empresas petrolíferas estatais em três países sul-americanos, disse o Departamento de Justiça dos EUA na terça-feira em um comunicado. Entre 2010 e 2018, a Sargeant Marine pagou milhões de dólares em subornos a funcionários no Brasil, Venezuela e Equador para obter contratos ou vender asfalto para empresas estatais ou controladas pelo Estado nesses países, admitiu a empresa. A Sargeant Marine, sediada na Flórida, reconheceu que subornou funcionários da Petrobras do Brasil, da PDVSA da Venezuela e da Petroecuador do Equador, disse o Departamento de Justiça. Em notícia relacionada, um ex-comerciante de petróleo da Vitol, com sede na Suíça, foi acusado na terça-feira de pagar US $ 870, 000 em subornos a ex-funcionários equatorianos de 2015 a 2020 em troca de contratos de óleo combustível, informou a Associated Press. A Vitol, que não é citada na acusação, comprou metade da Sargeant Marine em 2015.

EUA e Brasil concordam com mais comércio de etanol e açúcar.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro anunciou segunda-feira que os Estados Unidos concordaram em expandir a quantidade de açúcar que o país sul-americano pode exportar para lá, informou a Folha de S.Paulo. Em mensagem nas redes sociais, Bolsonaro disse que o Brasil será capaz de exportar 80.000 toneladas a mais de açúcar para os Estados Unidos com o plano. Em troca, o Brasil permitirá que mais etanol dos EUA entre no país, disse Bolsonaro, informou a Reuters.

Bolsonaro defende registro ambiental na ONU

Em seu discurso na reunião virtual da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro defendeu a atuação de seu governo na proteção da floresta amazônica, informou a Associated Press. O setor agrícola do Brasil aumentou as exportações para fornecer alimentos a uma crescente população mundial, o que o tornou um alvo global de críticas, disse Bolsonaro. “Somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”, disse o presidente brasileiro em seu discurso na Assembleia Geral.

 “A Amazônia brasileira é conhecida por ser muito rica. Isso explica por que instituições internacionais apóiam tais campanhas baseadas em interesses ulteriores, unidas por associações brasileiras egoístas e antipatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil ”. Semana Anterior, vários países europeus, liderados pela Alemanha, emitiram uma declaração conhecida como Declarações de Parceria de Amsterdã.

 O comunicado afirma que o desmatamento no Brasil está tornando “cada vez mais difícil” para as empresas e investidores brasileiros no país cumprir os critérios ambientais, sociais e de governança, informou a AP. Nos últimos meses, firmas de investimento europeias ameaçaram se desfazer de ativos brasileiros, incluindo produtores de carne bovina, comerciantes de grãos e títulos do governo, se o país não progredir na proteção da floresta amazônica. “O desinvestimento é uma opção real para gerenciar os riscos decorrentes do desmatamento, mas nossa esperança é que o governo ouça nossas preocupações e tome medidas para reduzir o desmatamento de forma significativa,” Emine Isciel, chefe de clima e meio ambiente da Storebrand Asset Management na Noruega, disse o Conselheiro em um Q&A publicado em 14 de julho. Em julho, Bolsonaro proibiu a realização de incêndios agrícolas e florestais por 120 dias, informou a AP.

O desmatamento pode ter atingido um máximo de 14 anos nos 12 meses até julho, de acordo com dados preliminares que a agência espacial do Brasil publicou no mês passado. Também na terça-feira, o governo brasileiro disse que discorda das afirmações de que um acordo comercial entre a União Europeia e o bloco comercial do Mercosul aumentaria a destruição na Amazônia, informou a Reuters. Na semana passada, o governo da França citou um relatório por sua oposição à última versão do acordo comercial UE-Mercosul. O Brasil disse que o relatório, que disse ter sido encomendado pelo governo francês, “revela as reais preocupações protecionistas de quem o encomendou quando tratam das concessões agrícolas feitas pela UE ao Mercosul,

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