Economia

Startup Bushel se prepara para desembarque no Brasil

brushel soja

A Bushel, startup em ascensão no mercado norte-americano, se prepara para estrear no Brasil em 2022. Fundada há pouco mais de uma década em Fargo, Dakota do Norte – longe do Vale do Silício, mas no cinturão agrícola dos EUA –, a empresa atua na digitalização de processos de compra e venda no setor agrícola. Cerca de 40% do grão produzido nos Estados Unidos já é comercializado por meio de sua plataforma, que conta com quase 200 clientes, com cerca de 2.000 armazéns.

Felipe Gonzales, 36 anos, de Salvador (Bahia), lidera o desembarque da empresa no Brasil. Ele deixou o país há três anos para trabalhar no Vale do Silício com agtechs e foodtechs. No Brasil, é dono de empresas de varejo e tecnologia e é investidor anjo em algumas startups.

A plataforma da Bushel digitaliza os processos de compra e venda, gera extratos com informações sobre o embarque e reduz o tempo gasto na obtenção dos dados. “A produtora norte-americana tem um aplicativo tipo banco que mostra informações sobre qualidade, peso, preço, número do contrato e prazo de entrega. Isso traz mais transparência”, disse.

Alqueire não cobra nada dos mais de 50.000 agricultores que utilizam a plataforma. O acesso é adquirido pelas tradings e cooperativas, que o repassam para seus fornecedores.

Segundo a plataforma da Bushel, digitaliza os processos de compra e venda, gera extratos com informações sobre o embarque e reduz o tempo gasto na obtenção de dados. “A produtora norte-americana tem um aplicativo tipo banco que mostra informações sobre qualidade, peso, preço, número do contrato e prazo de entrega. Isso traz mais transparência”, disse.

Alqueire não cobra nada dos mais de 50.000 agricultores que utilizam a plataforma. O acesso é adquirido pelas tradings e cooperativas, que o repassam para seus fornecedores. É por isso que a operação é bem-sucedida, na visão da empresa. Segundo Gonzalez, a ideia é firmar contratos com algumas grandes tradings ou cooperativas brasileiras para começar com um volume relevante em sua plataforma. O Sr. Gonzales projeta uma curva de adoção de tecnologia mais rápida no Brasil.

“O mercado brasileiro está muito mais aberto e receptivo às novas tecnologias. Nos Estados Unidos, a maioria dos produtores são pequenos agricultores que não gostam muito de tecnologias. Agora, na terceira ou quarta geração, eles estão se abrindo um pouco mais. O brasileiro é mais aberto e costuma seguir o que é tendência em outros países”, disse.

O executivo diz que Bushel tem acesso a mais dados sobre a safra americana de grãos do que o próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ele conta que a empresa está trabalhando em produtos de crédito (em parceria com financeiras) e cálculos de pegada de carbono com base nessas informações. “Já temos clientes do setor de nutrição que procuram a plataforma em busca de soja ou milho com maior teor de proteína”, disse.

A transparência das informações de originação pode ser útil, no Brasil, para que os compradores possam compará-las com bancos públicos para saber se são provenientes de áreas desmatadas ou com outros crimes sociais e ambientais. “Não vamos decidir nada [sobre quem compra e quem vende], mas as empresas poderão dizer ‘não quero grãos desta fazenda’. E assim o agricultor vai perceber que não vale a pena desmatar e perder mercados”, disse.

Desde 2017, a agtech levantou cerca de US$ 75 milhões, dos quais US$ 43 milhões em uma rodada em abril do ano passado. Meses depois, a startup usou parte dos recursos para comprar a GrainBridge, desenvolvedora de software para agricultores criada em 2018 pelas gigantes ADM e Cargill.

O fundador e CEO da agtech, Jake Joraanstad, participou com o Sr. Gonzalez do Rio Innovation, que terminou no último domingo, e ficou muito animado com a expansão. “Pensamos em fazer aquisições no Brasil, tanto em grãos quanto em gestão de propriedades”, disse.

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