Petróleo

Sindicato estaria cobrando por vaga em Parada de Manutenção, dizem trabalhadores

Confusão,  brigas, graves acusações e até tiroteio. Todo esse cenário não faz parte da ficção, ou de um enredo do próximo filme nacional, é a triste realidade registrada em vários pontos do Brasil,  quando o tema é busca por emprego em obras de manutenção –  conhecida como “ Parada”.

No município de Camaçari, na Bahia, a reportagem conseguiu levantar a informação de que os trabalhadores locais não aceitam que os profissionais de outros estados realizem serviços  de manutenção ou obra de montagem na cidade. Nesta semana, um grupo formado por soldadores, caldeireiro, mecânicos, eletricistas e encarregados tiveram que sair do hotel onde estavam hospedados com o suporte da Polícia Militar. Todos foram obrigados a deixar Camaçari escoltados.

Centenas de trabalhadores de Camaçari, que não conseguiram emprego na manutenção da empresa do Polo Petroquímico, protestaram em frente ao hotel, ameaçando os funcionários – oriundos do estado do Espirito Santo –  de agressão física.

Em São José dos Campos (SP)  a Polícia registrou muita confusão, com relatos de tiroteio. Tudo por conta da disputa desenfreada por uma das 1,6 mil vagas de emprego na parada de manutenção que será feita na Refinaria Revap.

Segundo testemunhas, o caso problemático começou  ainda na parte de dentro do sindicato porque um grupo de trabalhadores estaria exigindo que a mão de obra seja local.

Foi quando, segundo testemunhas, um dos diretores saiu atirando.

Grave Denúncia

Os trabalhadores também denunciaram que o sindicato da categoria estaria cobrando um alto valor para garantir uma vaga na manutenção.Nossa reportagem entrou em contato com direção do sindicato, mas não tivemos retorno.

 

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