Empregos

Siderúrgicas brasileiras devem ter segundo semestre difícil

O ano começou promissor para as siderúrgicas, diante da perspectiva de retomada da economia brasileira. No entanto, com a rápida deterioração dos indicadores domésticos e a guerra comercial entre Estados Unidos e China, os papéis das empresas do setor vêm sendo impactados de forma significativa. Para analistas, uma recuperação contundente só deve acontecer em 2020.

No acumulado do ano até esta quarta-feira, 25, as ações da Usiminas tiveram a maior queda entre as siderúrgicas listadas na bolsa de valores brasileira (B3), de 19,13%. Os papéis da Gerdau recuaram 13,88% na mesma base e, no caso da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a situação só não é a mesma porque a alta dos preços do minério de ferro favoreceram a empresa: as ações subiram 37,9% desde janeiro.

“Em termos de volumes de aço, não vejo reação no Brasil. A recuperação, prevista para o final deste ano, ainda deve ser muito gradual”, afirma Rafael Passos, da Guide Investimentos.

Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, o mercado siderúrgico vem andando de lado no Brasil e o quadro se agrava com a guerra comercial entre EUA e China e a crise na Argentina.

“Embora tenhamos uma queda na taxa de juros e a expectativa de aprovação da reforma da Previdência, o que deve destravar investimentos, sabemos que existe uma demora nos mercados em absorver isso tudo.”

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