Energia

Shell construirá parques eólicos offshore na costa do Brasil

A Shell está buscando licenças ambientais para desenvolver seu primeiro parque eólico offshore ao longo da costa do Brasil, enquanto a empresa pressiona para acelerar sua transição para longe dos combustíveis fósseis.
A Shell propõe construir seis projetos com capacidade combinada de 17 gigawatts, o que rivalizaria com a produção de 15 reatores nucleares. Ela solicitou licenças no início desta semana com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, de acordo com Gabriela Oliveira, chefe de geração de energia renovável da Shell no Brasil.

“Este é o primeiro passo de um processo de desenvolvimento muito longo”, disse Oliveira em entrevista. Ela não forneceu uma estimativa de quando a empresa esperava ter os projetos em operação.

A Shell, que pretende atingir emissões líquidas zero até 2050, vem tentando expandir seus negócios eólicos à medida que se volta para a energia renovável após mais de um século de bombeamento de petróleo. Possui mais de 6 gigawatts de projetos eólicos em operação e em desenvolvimento, inclusive nos EUA e na Holanda. No ano passado, a empresa contratou Thomas Brostrom, um veterano da gigante eólica offshore dinamarquesa Orsted A/S, para liderar seu negócio de desenvolvimento renovável.

A Shell, que fez sua primeira entrada no negócio eólico há mais de 20 anos, está propondo construir os projetos nos estados brasileiros do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Eles terão uma distância média mínima de 20 quilômetros da costa, disse a empresa.
O Brasil possui atualmente cerca de 21 gigawatts de capacidade eólica, toda ela terrestre, respondendo por cerca de 10% de sua geração de energia. Ele obtém a maior parte de sua eletricidade, cerca de 66%, de energia hidrelétrica, de acordo com a Administração de Informações sobre Energia dos EUA.

A energia eólica offshore, no entanto, está prestes a crescer. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, ou Ibama, já está considerando propostas para mais de 40 gigawatts de energia eólica offshore, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica.

A Shell espera que os estudos ambientais para seus projetos propostos comecem ainda este ano. A empresa planeja concorrer a futuros leilões de energia brasileiros e espera também vender eletricidade dos parques eólicos para a nascente indústria de hidrogênio do país.

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