Economia

Setor manufatureiro do Brasil cai para mínima de 10 meses em abril

O crescimento do setor manufatureiro brasileiro desacelerou em março para seu ritmo mais lento desde junho do ano passado, mostrou uma pesquisa sobre a atividade dos gerentes de compras nesta segunda-feira, e os preços cobrados aos clientes subiram para suas recentes altas históricas.

Enquanto uma segunda onda brutal da pandemia COVID-19 pesava sobre a atividade global, o emprego aumentou e as empresas estavam mais otimistas com as condições futuras, mostrou o último relatório de gerentes de compras (PMI) da IHS Markit.

O PMI de manchete caiu para 52,3 em abril de 52,8 em março, o menor desde junho passado.

Uma leitura acima de 50,0 marca a expansão, enquanto uma leitura abaixo significa contração. A série foi lançada em 2006.

“Os participantes da pesquisa veem uma luz no fim do túnel, com muitos esperando que uma maior disponibilidade de vacinas ajude a conter a propagação da doença e as restrições (de elevação). O sentimento dos negócios melhorou… apoiando a criação renovada de empregos”, disse Polyanna de Lima, diretora associada de economia da IHS Markit.

“A inflação continuou a subir, com os produtores de bens levantando suas taxas à terceira taxa mais acentuada nos mais de 15 anos de história da pesquisa”, disse ela, citando uma escassez global de matérias-primas.

O índice de emprego da IHS Markit voltou acima do limiar de 50,0, para 51,8 de 48,5, enquanto o índice de produção futuro subiu, disse a IHS Markit.

O índice de preços de saída, que mede os preços cobrados aos clientes, subiu para a terceira maior da história da série e perto das duas principais leituras do ano passado.

A inflação dos preços ao consumidor no Brasil está acima de 6%, bem acima da meta de fim de ano do Banco Central, de 3,75%. Espera-se que o Banco Central eleve as taxas de juros na próxima semana em 75 pontos-base pela segunda vez.

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