Óleo e Gás

Setor de óleo e gás debate conteúdo local e pesquisa

O evento de lançamento da Rio Oil & Gas 2018, que reuniu empresários da indústria de petróleo e gás na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no dia 3 último, mostra que o setor tem temas relevantes que serão discutidos durante o evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Um dos principais temas debatidos foi a flexibilização do conteúdo local e sua importância para o desenvolvimento do futuro da indústria.

Segundo o presidente da Shell Brasil, André Araújo, a companhia comprou, em média, R$ 700 milhões anuais em equipamentos e serviços nacionais nos seus 20 maiores contratos assinados no país. O conteúdo local desses contratos é de 65%. Atualmente, as operações offshore da Shell no Brasil já respondem por 50% do petróleo que produz em águas profundas.

Outro aspecto que demonstra a importância da regra de conteúdo local e o compromisso da companhia com o país é o investimento em pesquisa e desenvolvimento. “Ano passado, a Shell investiu R$ 170 milhões em P&D no Brasil, e para o ano de 2018 o volume será ainda maior, já que estamos em busca de novos projetos. Globalmente, a companhia investe US$ 1 bilhão por ano em pesquisa e desenvolvimento e nosso objetivo é usar parte dessa verba para investir também em startups”, disse Araújo.

Dirceu Amorelli, diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), também destacou as oportunidades geradas a partir da retomada da indústria de óleo e gás no Brasil, especialmente após os bons resultados dos últimos leilões. Com isso, o setor passa a focar no aprimoramento da regulação e na atração de novos atores, tanto no offshore quanto no onshore. “A multiplicidade de players e a troca constante entre empresas gera uma cadeia de oportunidades e possibilita a percepção de tendências, além de gerar empregos”, afirmou Amorelli.

As discussões mostram que o grande desafio do Brasil é criar um ambiente ainda mais competitivo na atração de investimentos. Para Jorge Camargo, chairman da Rio Oil & Gas 2018, os dois elementos necessários para uma indústria de sucesso são os recursos naturais – que o Brasil tem de sobra – e um ambiente de negócios capaz de atrair capital para transformar em riqueza. “O principal desafio das lideranças de hoje é fazer chegar as oportunidades que o setor de petróleo tem para oferecer ao Brasil. O país vive um momento propício para essa troca entre investidores globais e nacionais, e a Rio Oil & Gas será o ambiente perfeito para que isso aconteça”, finalizou.

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