Economia

Segundo Guedes ‘Precisamos de base ampla para poder tributar economia digital’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou a defesa da criação de uma base ampla de tributação em vez de um imposto único, ao citar o novo tributo digital que ele está tentando criar nos moldes de uma nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
“Não é nossa proposta o imposto único, eu acho até que nós precisamos de uma base ampla para poder tributar toda essa economia digital que está chegando, o Brasil é o terceiro ou o quarto maior mercado digital do mundo, nós precisamos de uma base ampla para buscar recursos e tributar uma nova atividade que está sendo a mais importante ou que está ficando a atividade mais importante do mundo moderno, depois dessa revolução digital”, afirmou o ministro, nesta quarta-feira (05), durante audiência pública da comissão mista da reforma tributária, sem dar muitos detalhes sobre como será a nova tributação que está sendo estudada pela equipe econômica.
“Estamos estudando essa base ampla exatamente para você, tendo várias bases… Você tem a base consumo, de uma forma que não seja regressiva, você tem a base renda, você tem a base patrimônio, você tem a base pagamentos digitais e você consegue justamente trabalhar com alíquotas simples”, disse.
Durante a audiência que levou 5 horas e meia, Guedes disse que quem chama o novo imposto digital de nova CPMF age por “maldade” ou “ignorância”. Ele ainda garantiu, várias vezes, que o governo não pretende aumentar a carga tributária.
Paulo Guedes chamou a atenção para a discussão sobre as despesas obrigatórias, que engessam o Orçamento da União,”Hoje 96% dos gastos brasileiros não estão sob controle dos senhores, os senhores são eleitos e só mandam em 4% do orçamento; 96% estão carimbados, e isso é uma disfunção, isso é desvirtuamento, isso é uma degeneração da democracia”, criticou e lembrou que, em qualquer lugar do mundo, o Congresso se reúne todo ano e vota o Orçamento.
“Vamos aumentar saúde e saneamento. Este ano não sobe defesa, este ano não sobe transporte coletivo, este ano vamos investir mais em educação pública. Essas decisões são incontornáveis”, defendeu.
Fonte: Correio Braziliense
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