Petróleo

Saudi Aramco reinicia projetos para aumentar capacidade de produção de petróleo

A maior companhia petrolífera do mundo e maior exportadora de petróleo, a Saudi Aramco, retomou os trabalhos de licitação e desenvolvimento de grandes projetos de expansão de petróleo offshore que dariam à Arábia Saudita mais 1,15 milhão de barris por dia (bpd) de capacidade de produção até 2024, informou argus nesta sexta-feira, citando uma empreiteira com conhecimento de um dos projetos.

Após o colapso do preço do petróleo e da demanda no ano passado, ao qual a própria Arábia Saudita contribuiu ao romper o pacto opep+ por um mês, a Aramco odiou as plataformas offshore e adiou o início da expansão de vários projetos.

As empreiteiras de perfuração offshore Noble Corporation e Shelf Drilling disseram em junho que haviam sido notificadas pela Saudi Aramco de que suas plataformas offshore do Reino seriam suspensas por até um
ano.

Agora, a Aramco está avançando com o início adiado do trabalho de desenvolvimento. A gigante petrolífera saudita emitiu propostas para o trabalho de desenvolvimento no campo petrolífero de Zuluf offshore com capacidade de 825.000 bpd, que está prevista para ser aumentada em 600.000 bpd, disse o empreiteiro à Argus.

O projeto de expansão, inicialmente previsto para começar em 2023, agora é adiado com alguns meses e deve começar a operar no final de 2023 ou no início de 2024, de acordo com argus.

Os trabalhos na expansão de dois outros campos petrolíferos offshore, Marjan e Berri, já haviam começado no final de março, observa Argus.

O campo de Marjan de 400.000 bpd deverá aumentar sua capacidade em 300.000 bpd, e o campo de Berri, atualmente com capacidade de 300.000 bpd, verá sua capacidade de produção aumentar em 250.000 bpd até 2023.

Em julho de 2019, a Saudi Aramco concedeu 34 contratos no valor total de US$ 18 bilhões para aumentar a capacidade de produção de petróleo dos dois campos em um total de 550.000 bpd para sustentar sua capacidade de produção de 12 milhões de bpd até o início da década de 2020 e para substituir a capacidade de produção perdida com o envelhecimento dos campos petrolíferos.

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