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Sami, tecnologia de saúde brasileira, levanta rodada de R $ 86 milhões para se tornar operadora de planos de saúde

A startup de tecnologia de saúde Sami anunciou uma infusão de R$ 86 milhões, liderada pelo Grupo Valor Capital e monashees, eventos Redpoint e Canary também participaram da nova rodada.

De acordo com a empresa, esta é a maior rodada de financiamento da Série A já levantada para uma startup de saúde na América Latina.

A empresa disse que a nova rodada vai transformar Sami em uma operadora de planos de saúde no Brasil.

Fundada em 2018, a Sami desenvolve soluções para atender aos principais desafios do sistema de saúde brasileiro, como alto custo, ineficiências e baixa qualidade da assistência médica.

Com a missão, a Sami tem atraído a atenção dos mercados regional e internacional e, até o momento, arrecadou mais de R$ 90 milhões ($ 16,2 milhões) em investimentos totais.

Sami tem três sócios bem conhecidos: Paulo Veras, ex-CEO e fundador da 99; Sérgio Ricardo dos Santos, ex-CEO da Amil, e Alan Warren, ex-vice-presidente do Google e ex-CTO da Oscar Health, uma operadora de seguro saúde digital investida pelo Google e que recentemente anunciou um IPO planejado em 2021.

Como operadora de planos de saúde, a Sami atenderá pequenas empresas e profissionais de São Paulo, á medida que a telemedicina se torna mais comum no Brasil, os cofundadores da Sami, Vitor Asseituno e Guilherme Berardo, afirmam que é o momento certo para ajudar a tornar a saúde mais digital.

A empresa lembra que o Brasil é o segundo maior mercado privado de saúde do mundo (além dos Estados Unidos), e o país enfrenta uma escalada de custos: em 2018, o reajuste médio dos contratos de planos coletivos era de 13,32%. Antes disso, entre 2013 e 2018, a inflação dos planos de saúde empresariais disparou 158,35%, essa é a lacuna que a startup quer resolver.

“Sami quer melhorar o atendimento ao paciente e beneficiar todo o sistema de saúde do Brasil, que precisa urgentemente de uma transformação, atualmente encontramos um mercado de contratação difícil e burocrático que oferece planos caros e de baixa qualidade; valorizando mais a quantidade de procedimentos do que orientações e cuidados coordenados, as pessoas pagam caro e na hora que precisam, não podem usar ”, explica Dr. Vitor Asseituno, médico fundador e presidente da startup.

“Na Sami somos guiados por valores como inteligência em saúde, confiança no relacionamento e respeito pelo tempo e dinheiro dos envolvidos. Isso nos leva a um serviço que valoriza a história médica coordenada com outros profissionais, a medicina preventiva com uma equipe de saúde disponível 24 horas por dia através do aplicativo e muito respeito e transparência em todo o processo ”, Dr. Vitor  Asseituno, Médico Fundador e Presidente da Sami.

Para Michael Nicklas, sócio do Grupo Valor Capital, o setor precisa de uma atuação disruptiva, “É por meio da tecnologia que o mercado de saúde vai se potencializar e o Sami está aplicando isso, com transformação digital, trazendo transparência e aumentando a interação do usuário, com isso, há ganhos de eficiência para as empresas e para o ecossistema como um todo ”, disse.

Segundo Caio Bolognesi, sócio da monashees, o turnaround da operação será uma grande transformação no setor. “Estamos muito felizes com a parceria com o Sami, vemos na equipe empresários motivados para lançar muito mais do que um novo plano de saúde; estão repensando todos os incentivos ao longo da cadeia da saúde para promover um melhor atendimento aos seus clientes, com um custo muito mais atraente para as empresas, uma equação em que todos ganham ”, destacou.

Para Rodrigo Baer, ​​sócio da Redpoint eventos, é preciso repensar completamente o setor, “Com incentivos pouco saudáveis ​​e falta de gestão, o custo dos planos de saúde cresceu de forma insustentável; ou seja, cada vez menos pessoas podem pagar, Sami se propõe a redesenhar o sistema de saúde, aproveitando a disponibilidade de dados e monitoramento do paciente, para garantir atendimento de qualidade e custos controlados ”, disse Baer.

Como vai funcionar o plano de saúde?

O escritório afirmou que, com a nova rodada de capital, Sami quer ser pioneiro na gestão de toda a cadeia de valor da saúde, desde a contratação até a alta hospitalar, passando por consultas, exames e procedimentos, a plataforma oferecerá atendimento básico ao usuário e orientação médica 24 horas por dia.

Em entrevista à Bloomberg, Guilherme Berardo afirmou: “Estamos planejando atacar os monstros do mercado, empresas com faturamento de até 20 bilhões de reais ($ 3,56 bilhões)”, ele prometeu preços até 30% menores do que os da concorrência, dependendo do “apetite de queimar caixa de nossos investidores”.

concentra-se em soluções digitais e retoma o crescimento

A partir de hoje, quem mora em São Paulo e tem registro de empresa (conhecido como CNPJ no Brasil) pode se inscrever na lista de espera.

A startup disse que os primeiros clientes receberão um desconto de cinco por cento no contrato anual e um ano de livre Gympass, o unicórnio do benefício de vida saudável no Brasil, o acesso à plataforma do Sami será disponibilizado em novembro para aqueles que se inscreverem na lista.

A startup firmou parceria com profissionais de saúde credenciados e oferece remuneração baseada na qualidade do atendimento e não no volume de atendimento. O primeiro hospital parceiro de Sami será o BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo, onde a empresa mantém uma clínica de atenção primária.

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