Benefícios

Saiba como o Renda Brasil pode interferir nos seus benefícios;

A equipe econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro estuda uma proposta para unificar alguns benefícios direcionados a famílias de baixa renda e, assim, elevar o valor pago atualmente no programa Bolsa Família.

A ideia, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, é redirecionar os recursos de programas “mal focalizados”, como o abono salarial e o salário-família, para o Bolsa Família, que passaria a se chamar Renda Brasil.

“O nível vai subir para R$ 250 ou para quase talvez R$ 300”, disse Guedes, atualmente o valor pago pelo Bolsa Família, que tem 13 milhões de inscritos, é de R$ 190 por mês.

A proposta surge, inclusive, como uma alternativa para parte das pessoas que recebem hoje o auxílio emergencial de R$ 600, criado pelo governo federal durante a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, admitiu que, se o governo precisar, poderá usar a base de dados do auxílio emergencial para realizar os pagamentos do Renda Brasil.

Presidente da Rede Brasileira de Renda Básica, Leandro Ferreira analisa que a proposta de criar um benefício único é satisfatória, mas antecipa alguns problemas que podem surgir caso o governo não desenvolva bem o programa.

“Por esses desenhos que vieram até agora, o governo poderia levar um prejuízo para quem está um pouco acima da faixa de pobreza, ou seja, são pessoas que, se perderem o emprego, entram na miséria”, afirma o especialista.

Esse grupo que está pouco acima da faixa da pobreza, citado por Ferreira, deixaria de receber, por exemplo, o abono salarial, que atualmente é pago a quem recebe até dois salários mínimos.

O risco de cair na pobreza, portanto, poderia ser maior, caso não seja incluído no Renda Brasil, uma vez que não teria mais benefícios para receber. “Seria melhor tirar de quem está mais alto na distribuição e dar para essas pessoas”, diz.

Fonte: Metrópoles

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