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Rival do presidente Bolsonaro saúda campanha de vacinação como ‘triunfo da ciência’

O rival político do presidente Jair Bolsonaro, João Doria, o governador conservador de São Paulo, chamou o início da campanha de vacinação como uma “lição para os negadores”. O regulador de saúde do Brasil aprovou em 17 de janeiro duas vacinas COVID-19, incluindo as doses de CoronaVac e AstraZeneca-Oxford fabricadas na China. No entanto, a cerimônia de imunização foi supervisionada por Doria e não por Bolsonaro quando a nação começou a implantação começando com a enfermeira de 54 anos. Ao invés do governo federal, o governador de São Paulo encabeçou uma parceria com Sinovac e deu início às vacinas, o que, segundo relatos, frustrou Bolsonaro, que esperava dar início às vacinações no palácio presidencial na próxima semana.

Enquanto o Brasil possui atualmente 6 milhões de doses da vacina Sinovac, dois milhões de doses da vacina COVID-19 da AstraZeneca ainda estão para chegar à maior nação da América Latina. Também se espera que Doria desafie Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022, embora ambos tenham sido aliados ao mesmo tempo. Isso aconteceu especialmente quando Bolsonaro, que tinha o COVID-19, adotou uma abordagem anticientífica para lidar com a pandemia, levando a uma reação global.

Nos primeiros dias do novo surto de coronavírus no país, Bolsonaro havia até mesmo descartado o COVID-19 como “uma gripe pequena”. Durante a campanha de imunização carregada, Doria disse que representava “o triunfo da ciência e da vida contra os negadores e aqueles que preferem o fedor da morte ao valor e alegria da vida”. E acrescentou: “Que isso sirva de lição aos negadores, aos que não têm compaixão, aos que não têm amor no coração, aos que desprezam a vida e se distanciam da realidade de um país que sofre – e sofre com morte”. Doria também havia dito que Bolsonaro e a “incompetência” de seu governo foram um “golpe fatal” para o Brasil durante a crise de saúde.

O órgão regulador de saúde do Brasil aprovou em 17 de janeiro o uso emergencial de duas vacinas desenvolvidas pela Sinovac e AstraZeneca-Oxford e deu o pontapé inicial na campanha de vacinação no país. Apesar da nova imunização contra o coronavírus estar sujeita a atrasos e disputas políticas no Brasil, o país garantiu atualmente pelo menos seis milhões de doses da vacina desenvolvida pela Sinovac Biotech Ltd da China, CoronaVac. De acordo com o relatório da Associated Press, enquanto o CoronaVac está pronto para ser lançado, o Brasil aguarda pelo menos dois milhões de doses da vacina AstraZeneca-Oxford.

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