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Renova entra com pedido de recuperação judicial, dívida soma R$ 3,1 bi

A Renova Energia informou no início da manhã desta quarta-feira que entrou com pedido de recuperação judicial. O pedido contempla obrigações de cerca de R$ 3,1 bilhões totais, sendo R$ 11,7 milhões no âmbito trabalhista e R$ 3,1 bilhões para bancos (com e sem garantia real) e demais credores quirografários e/ou micro e pequenas empresas.

Em fato relevante, a geradora informou que, do total devido, R$ 834 milhões correspondem a débitos “intercompany”, e “expressivos R$ 980 milhões” a débitos com seus atuais acionistas.

A companhia acrescentou que o plano de recuperação judicial, que será apresentado à apreciação da assembleia de credores, “pretende restabelecer seu equilíbrio econômico-financeiro e honrar os compromissos assumidos com seus diversos stakeholders e, em um futuro próximo, retomar uma trajetória de crescimento sustentável, dentro das reais possibilidades operacionais e financeiras da Renova e de seus acionistas”.

O pedido de recuperação judicial foi aprovado na terça-feira pelo conselho de administração da Renova. A companhia tinha uma dívida de R$ 1 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com prazo de vencimento ontem e a empresa tentava alongar esse prazo.

Também ontem, a Light concluiu a venda da totalidade de suas ações na Renova Energia (17,17%) para o CG I Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, dos sócios-fundadores da Renova. Agora, a composição do bloco de controle da Renova ficou a seguinte: CGI, com 36,23%, e Cemig, com 36,23%. Juntos, os acionistas detêm 67,48% do capital da empresa. O restante está nas mãos de minoritários.

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