Economia

Reforma administrativa para gerar economia de pelo menos 300 bilhões em 10 anos, diz ministro da Economia

As propostas de reforma administrativa do governo brasileiro para simplificar e reduzir o custo do setor público vão gerar pelo menos 300 bilhões de reais de economia na próxima década, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quarta-feira (09).

Esta foi a primeira estimativa de quanto as amplas reformas economizarão para o erário público, o governo apresentou seu projeto de reforma constitucional ao Congresso na semana passada, o primeiro de um processo legislativo de três partes.

As autoridades disseram que as previsões de economia virão quando a segunda e a terceira fases das diretrizes sobre salários forem apresentadas.

Mas falando em um evento online ao vivo promovido pelo Instituto Braziliense de Direito Público, Guedes disse na quarta-feira (09), que uma estimativa conservadora seria de 300 bilhões de reais na próxima década.

“De uma forma bastante moderada, acreditamos que será da ordem de 300 bilhões de reais em 10 anos, é um número importante ”, disse Guedes, lembrando que vem na sequência da reforma da previdência do ano passado que visa gerar uma economia de cerca de 800 bilhões de reais em 10 anos.

“Somando tudo, você realmente recupera o controle sobre a trajetória futura do gasto público, que era nossa principal preocupação, como controlar a dinâmica explosiva do gasto público”, disse Guedes.

O ministério da economia revisou na semana passada suas previsões fiscais para 2020 para novos níveis recordes, para contabilizar a extensão dos pagamentos de emergência para os pobres até o final do ano.

O ministério agora espera que o déficit primário do governo central excluindo o pagamento de juros chegue a 866,4 bilhões de reais, ou 12,1% do produto interno bruto este ano, ante 787,4 bilhões de reais, ou 11% do PIB, conforme previsão em julho.

Guedes disse esperar que o projeto de reforma administrativa tenha uma tramitação relativamente tranqüila no Congresso e seja aprovado ainda este ano.

O projeto de reforma tornará mais fácil demitir funcionários públicos e reduzir seus benefícios, e dará ao presidente poderes amplos para eliminar empregos e órgãos públicos sem a aprovação do Congresso.

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