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Raízen compra participação na paraguaia B&R

Raízen distribuidora

A Raízen, joint venture entre a Shell e a Cosan, concluiu a aquisição de 50pc da paraguaia Barcos y Rodados (B&R) por $121,9 milhões, dando mais um passo em sua expansão pela América do Sul.

Um acordo de compra de $130 milhões havia sido anunciado em agosto, quando a empresa lançou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas o acordo ainda estava sujeito a aprovação.

Agora, a companhia pagará $31,9 milhões adiantados e outros $90 milhões em cinco parcelas anuais, “sujeitas a ajustes usuais para este tipo de operação”, informou a Raízen.

O fechamento do negócio marca a entrada da Raízen no mercado varejista paraguaio. A B&R é líder varejo de combustíveis do Paraguai, com uma rede de 340 postos.

“Como parte da operação, a Raízen sublicenciará o direito de uso da marca Shell para a B&R, cujos postos passarão a operar progressivamente sob esta bandeira “, informou a empresa.

Além de liderar o setor sucroalcooleiro do Brasil, a Raízen possui uma rede de 7.300 postos sob a marca Shell espalhados pelo Brasil e pela Argentina.

A compra permitirá à Raízen nomear a diretoria executiva e a maioria dos membros do conselho de administração da B&R, além de ter direito a um dividendo preferencial, dependendo da performance financeira do negócio.

Estratégia de crescimento da Raízen na América do Sul

A aquisição da B&R marca mais um passo da Raízen rumo a uma presença maior no mercado de combustíveis da América do Sul. Em 2018, sua subsidiária Raízen Argentina Holdings assinou um contrato para aquisição do negócio de downstream (transporte, distribuição e refino) da Shell na Argentina, por US$ 950 milhões. No ano passado, anunciou que iria expandir a capacidade instalada da sua refinaria de petróleo de Dock Sud (110.000 b/d), em Buenos Aires

A companhia também tem adotado uma estratégia ambiciosa de crescimento também no Brasil, que deve acelerar ainda mais com a utilização de recursos captados no IPO. Recentemente, adquiriu a Biosev, concorrente que pertencia à trading francesa Louis Dreyfus, bem como uma divisão de lubrificantes da Shell, que inclui uma usina de mistura e um terminal no Rio de Janeiro, e um terminal de armazenamentos de derivados de petróleo da Vibra.

Em junho, a Raízen informou que irá expandir sua produção de etanol de segunda geração (2G) de uma única unidade protótipo para 20 novas usinas de biocombustíveis avançados em dez anos, chegando a até 25 usinas no futuro.

A empresa também assinou dois novos acordos comerciais para a venda de 460.000m³ de etanol 2G, a serem entregues nos próximos nove anos. O etanol 2G tem prêmio de 70pc em relação ao biocombustível tradicional no mercado internacional, segundo a empresa.

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