Economia

Inflação de alimentos deve chegar a 16,2% até o fim de 2020

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a inflação registrada pelo IPCA seguiu trajetória de alta no período recente e projeta inflação de 3,5% para o final 2020 e nos preços dos alimentos de 11% para 16,2%.

Segundo o Ipea, parte desse impulso veio da aceleração do preço dos alimentos, mas também dos demais bens de consumo. A ampliação do consumo, combinada com os efeitos remanescentes da desvalorização do câmbio e com a alta recente dos preços internacionais de commodities, elevou a inflação prevista para 2020.

A alta projetada para os alimentos deve fazer com que esse grupo seja responsável por 60% da variação do IPCA no ano. As projeções também indicam uma aceleração da inflação para os bens de consumo, de 1% para 2,5%. Os serviços tiveram alta nas projeções, de 0,7% para 1,5%, com exceção dos serviços de educação, estáveis em 1,2%.

De acordo com o Ipea, as estimativas para os preços administrados apresentaram melhora: a inflação desse segmento deve encerrar o ano com alta de 0,8%, ante 1% na projeção anterior. Essa revisão se deve ao adiamento de alguns reajustes importantes, como os de medicamentos e planos de saúde, aliada ao bom comportamento dos preços da energia e das tarifas de transporte público, como ônibus, trem e metrô.

Apesar da aceleração inflacionária do segundo semestre de 2020, a taxa projetada ainda está abaixo da meta estipulada para 2020, de 4%.

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