Óleo e Gás

Porto de Santana, no Amapá, embarca primeiro navio de soja

Em torno de 25 mil toneladas do grão foram embarcadas. Custos com logística aos produtores do estado deverão recuar de R$ 12,00 por saca para R$ 3,00 por tonelada. Nova estrutura também deverá atender agricultores do norte de MT e de outros estados da região Norte do Brasil. Amapá planta em torno de 14 mil hectares com soja, mas tem potencial para 1 milhão de hectares.

A primeira exportação de soja via porto de Santana, no Amapá, aconteceu na última quinta-feira (8). O embarque levou cerca de 25 mil toneladas do produto, partindo do porto da Companhia Docas de Santana para a Rotterdam, na Holanda.

Através do Porto os produtores do estado poderão comercializar os grãos produzidos, diretamente para outros países. O Amapá tem uma recente produção da oleaginosa que começou em 2012 em uma área de 2 mil hectares que se expandiu para 14 mil na safra 2015/16.

De acordo com o presidente da Aprosoja Amapá, Daniel Sebben, o processo de exportação da soja “mudará toda a dinâmica de produção no estado”.

Atualmente o estado possui 1 milhão de hectares do cerrado, dos quais [segundo Embrapa] 400 mil hectares tem aptidão agrícola. Para Sebben, com a nova possibilidade logística a produção de soja poderá alcançar no futuro 1,5 milhão de toneladas. Na safra 2016/17 a expectativa da Aprosoja é de que o estado cultive 21 mil hectares.

Com a nova possibilidade de escoamento, os agricultores também serão beneficiados com a redução nos custos, saindo de R$ 12,00 por saca para R$ 3,00 por tonelada.

Além disso, a intenção do setor é movimentar pelo menos R$ 2 bilhões por ano, em uma década. A ativação do Porto de Santana, no entanto, “faz parte de um projeto que envolve escoamento do grão pela BR 163, embarcando no terminal hidroviário em Miritituba (PA), para então seguir em navegação até o município de Santana”, explica.

O projeto logístico foi desenvolvido para atender a produção de grãos do norte do Mato Grosso [que era em sua maioria escoada pelos sistemas no sul e sudeste]. “O Amapá, porém, pegou uma carona nessa estrutura logística que veio inicialmente para atender o Mato Grosso”, conta o presidente da Associação.

Atualmente o estado possui uma janela de produção diferente de outros estados, cultivando a soja entre março e abril, para realizar a colher entre os meses de julho e agosto. Porém, “com o funcionamento do Porto abre-se também a possibilidade de fazer safra e safrinha no estado”, acrescenta Sebben.

 

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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