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Popularidade do Bolsonaro despenca no Brasil

O índice de aprovação do presidente Jair Bolsonaro caiu para 32,9% em fevereiro, ante 41,2% em outubro, segundo pesquisa publicada nesta segunda-feira pela associação de transportes CNT.

A pesquisa foi conduzida entre quinta-feira e sábado da semana passada e inclui parcialmente a reação à decisão de Bolsonaro na sexta-feira de instalar um general aposentado sem experiência em petróleo e gás como presidente-executivo da estatal Petróleo Brasileiro SA.

A sacudida anunciada e suas críticas à política de preços da empresa fizeram com que as ações da Petrobras despencassem na sexta-feira e continuassem caindo na segunda-feira, enquanto a intervenção colocava os mercados financeiros do Brasil em parafuso.

A pesquisa mostrou que a avaliação negativa ruim / terrível do governo Bolsonaro saltou de 27,2% para 35,5% em outubro, enquanto a desaprovação de seu desempenho pessoal como presidente aumentou de 43,2% para 51,4%.

Com os olhos postos na reeleição em 2022, Bolsonaro detonou os preços “excessivos” dos combustíveis e prometeu enfrentar os preços da eletricidade em seguida, procurando aumentar sua popularidade com uma abordagem agressiva para reduzir o custo de vida dos brasileiros.

No sábado, o populista de direita classificou a alta dos preços como um ataque a ele e prometeu reverter a tendência ele mesmo.

“Assim como eu disse que eles queriam me derrubar na pandemia fechando toda a economia, agora eles decidiram me atacar por meio da energia”, disse ele a seus apoiadores. “Vamos enfiar o dedo no setor elétrico, que é outro problema.”

A pesquisa do MDA encomendada pelo lobby dos transportes entrevistou 2.002 eleitores e tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

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