Economia

PIB do Brasil encolhe 4,1 %, esmagada pela pandemia COVID-19

A economia do Brasil, a maior da América Latina, contraiu 4,1 por cento em 2020, a maior queda em mais de 30 anos, principalmente devido à pandemia COVID-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disse nesta quarta-feira.

A queda do produto interno bruto (PIB) superou a queda de 3,5% observada em 2015 e, em termos absolutos, foi a maior queda desde 1990, quando a economia retraiu 4,35%.

De acordo com o relatório do IBGE, o desempenho de 2020 interrompeu o crescimento econômico que o Brasil teve entre 2017 e 2019, quando o PIB cresceu 4,6% em três anos.

No quarto trimestre de 2020, a economia brasileira cresceu 3,2 por cento em relação ao trimestre anterior.

O PIB do Brasil em 2020 foi de 7,4 trilhões de reais (1,3 trilhão de dólares), enquanto o PIB per capita registrou 35,172 reais (6,170 dólares), uma queda de 4,8 por cento em termos reais.

A COVID-19, detectada no Brasil em 26 de fevereiro de 2020, reduziu a atividade econômica a níveis recordes, devido a uma série de medidas de bloqueio impostas pelos estados brasileiros a partir de 24 de março.

A divisão por setor mostra que o setor de serviços, que responde por 60% da atividade econômica, caiu 4,5%, enquanto a produção industrial caiu 3,5%.

Apenas o setor agrícola teve algum crescimento, expandindo-se 2%, impulsionado pela demanda externa por dois dos principais produtos de exportação, soja e café, que registraram produção recorde.

O consumo das famílias atingiu uma baixa recorde, caindo 5,5 por cento no ano passado em comparação com 2019.

As importações caíram 10 por cento e as exportações diminuíram 1,8 por cento, enquanto os gastos do governo diminuíram 4,7 por cento e o investimento 0,8 por cento.

O mercado financeiro brasileiro prevê um crescimento econômico de 3,29% em 2021.

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