Petróleo

Petróleo tem maior queda diária desde 2016 com aumento da tensão comercial entre EUA e China

O petróleo Brent teve a maior queda diária em dois anos nesta quarta-feira (11), à medida que a escalada das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China ameaça prejudicar a demanda de petróleo e notícias de que a Líbia reabriria seus portos aumentaram as expectativas de uma oferta crescente.

Os futuros do petróleo Brent mergulharam US$ 5,46, ou 6,9%, para US$ 73,40 por barril. A queda foi a maior em porcentagem para um dia desde 9 de fevereiro de 2016. O petróleo dos EUA (WTI) caiu US$ 3,73, ou 5%, fechando a US$ 70,38 o barril.

A liquidação começou no início da sessão, depois da Companhia Nacional de Petróleo da Líbia ter dito que reabriria os portos, fechados desde o fim de junho.

“A manchete na Líbia foi meramente um gatilho”, disse John Saucer, vice-presidente na consultoria Mobius Risk Group. A liquidação foi intensificada depois que a divulgação da queda nos estoques norte-americanos não conseguiu mudar a tendência do mercado.

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A pressão de venda se intensificou em meio a tensões comerciais entre os EUA e a China que aumentavam os receios sobre a demanda. O espectro de tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses puxou os mercados de commodities para baixo, junto com os mercados acionários, com a escalada da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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