Petróleo

Petroleiros suspendem greve para negociar com Petrobras

Nesta quinta-feira (20), os petroleiros decidiram suspender temporariamente a greve para negociar com a Petrobras. A decisão foi tomada por 13 sindicatos de petroleiros, depois de 20 dias de greve. Funcionários que ocupavam uma sala da Petrobras, no Rio, deixaram o prédio. Os sindicatos aceitaram negociar com a empresa nesta sexta-feira (21) em Brasília, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho.

“Todos os petroleiros entendem que esse é o caminho agora. A gente sentar na mesa, fazer a negociação e, logo após, a gente reavaliar se a gente segue na greve ou se a gente encerra a greve”, explicou Gerson Castelhano, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Os petroleiros querem evitar a demissão dos 396 empregados de uma fábrica de fertilizantes no Paraná, que será fechada pela Petrobras, e que dá prejuízos desde 2013, segundo o presidente da empresa, Roberto Castello Branco.

“Não foi criada pela Petrobras, foi comprada numa daquelas decisões irresponsáveis que contribuíram para o quase desmonte desta companhia. Não é justo que a Petrobras carregue esse prejuízo para sempre”, disse.

Em uma entrevista, a Petrobras também detalhou o maior lucro da história da empresa: R$ 40 bilhões. Entre os principais motivos, estão a produção recorde de petróleo e os US$ 16 bilhões que a estatal obteve com a venda de subsidiárias, como a BR Distribuidora. Mesmo pagando US$ 24 bilhões em 2019, a companhia ainda deve US$ 87 bilhões.

“O nosso desafio é conciliar a redução de dívida com a melhora de qualidade da companhia. É uma ginástica, um desafio difícil, mas que nós estamos determinados a vencer”, destacou Roberto Castello Branco.

O presidente da Petrobras também falou sobre o impacto do coronavírus nos negócios da companhia, já que mais de 70% das exportações da empresa são para a China. Ele disse que a produção não foi afetada, mas que os resultados do primeiro trimestre devem ser menores devido à queda dos preços do petróleo.

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