Offshore

Petrodin foca em embarcações híbridas para perfuração e planeja atuar em águas profundas

O período é de intensas negociações para a empresa Petrodin Offshore. Para projetos em águas rasas, a companhia quer disputar contratos oferecendo embarcações híbridas de perfuração. A tecnologia economiza combustível e, consequentemente, lança menos poluentes no meio ambiente. De acordo com o diretor da companhia, Mats Rosengren, as sondas já estão semiprontas na China e os lançamentos dependem ainda de contratos com as petrolíferas. As negociações estão concentradas no Oeste da África. “Também estamos levantando futuras demandas no Brasil“, acrescentou. Paralelamente, o diretor da Petrodin revela os planos para atuação também em águas profundas com tecnologias a serem testadas. “Com este novo conceito testado e aprovado, o Brasil pode ser um mercado promissor no futuro para estes equipamentos“, afirmou Rosengren.Gostaria que o senhor começasse falando do projeto das embarcações híbridas. Quais são os planos da Petrodin ao trazer essa opção para o mercado brasileiro?

Os planos são para competir em contratos em águas rasas, profundidades além da capacidade de uma plataforma do tipo jack-up, que tem limitações. [As embarcações híbridas] têm capacidade até uma profundidade de 1.500 metros, mas o foco é preencher o intervalo de 130 metros até 300 metros de profundidade, o que vai além da capacidade de um jack-up e, às vezes, é raso demais para uma sonda com sistema dinâmico, devido ao ângulo do riser ultrapassando os limites em caso de desvio significativo no posicionamento da sonda.

O senhor poderia citar as vantagens dessas embarcações híbridas?

São mais econômicas, usam menos óleo diesel e subsequentemente eliminam menos poluentes para a atmosfera. Isso porque a energia gerada pelo motogeradores, que é ociosa, é usada para carregar banco de baterias. Esta energia híbrida dos bancos de baterias seria usada para cobrir demandas de pico nos equipamentos abordo da sonda, evitando o ligamento de mais um motor. Com um motogerador a menos ligado, se economiza combustível e minimiza os poluentes para a atmosfera. Temos outras tecnologias para gerar energia sob desenvolvimento.

O senhor tem alguma previsão de quando essas embarcações serão lançadas?

Elas se encontram semiprontas na China. Os lançamentos dependem de contratos com as petrolíferas.

A Petrodin já está em conversas com petroleiras para fechar contratos para essas embarcações?

Sim, para África Oeste e também estamos levantando futuras demandas no Brasil.

Recentemente, foi anunciado que a Petrodin irá representar o estaleiro chinês Shanghai Shipbuilding Corporation. Poderia citar quais são os objetivos dessa parceria?

Colocar embarcações atualmente paradas em atividade no Brasil e na África Oeste. A parceria visa promover as embarcações do estaleiro. Temos contrato de leasing com opção de compra.

A Petrodin tem planos para atuar também em águas profundas?

Sim, na Africa Oeste, com equipamentos de novas tecnologias a serem testadas em águas menos adversas em relação ao meio ambiente. Com este novo conceito testado e aprovado, o Brasil pode ser um mercado promissor no futuro para estes equipamentos.

Como vê o mercado brasileiro de óleo e gás atualmente? E no futuro, quais são as suas perspectivas?

Uma retomada em 2019 em relação de exploração. Nos últimos anos, a perfuração foi mais direcionada ao desenvolvimento de reservatórios já descobertos para colocar os mesmos em produção, e muito menos para descobrir novos reservatórios.

A empresa tem planos para atuar também no exterior?

Sim, temos negociações em andamento em relação a África Oeste. Também estamos nos preparando para a próxima fronteira que é a Argentina, um mercado futuro promissor.

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