Óleo e Gás

Petrobras tem processo de venda da Liquigás declarado novamente

Petrobras e a  área técnica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), declarou quea superintendente-geral substituta do órgão, Patricia Alessandra Sakowski, acatou a aquisição da Liquigás pela Copagaz, Itaúsa, Fogás e a Nacional Gás Butano como “complexa”.

A decisão foi tomada nesta última quinta-feira (25), e o processo agora passará por uma análise de mais 90 dias, onde será analisada se a proposta de distribuição dos ativos entre as partes está adequada para endereçar as preocupações relacionadas o eventual desempenho de poder unilateral e igualmente incapaz de minimizar riscos  de poder coordenado no mercado de distribuição de GLP.

A nota técnica do CADE diz  que é necessário mais informações dos agentes de mercado e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e com prazo para apresentação de eventuais eficiências econômicas decorrentes da operação e seu compartilhamento com o consumidor.

A primeira venda da Liquigás já havia sido rejeitada pelo CADE depois de  declarar “complexa” a negociação com o grupo Ultra.

Na gestão de Pedro Parente na Petrobras, a operação de R$ 2,8 bilhões foi realizada em 2017 , em 2018 foi rejeitado pelo órgão, ocasionando na multa superior a R$ 200 milhões e provocou uma alteração na nova proposta de venda.

A Petrobras anunciou em novembro de 2019 a venda da Liquigás para o grupo formado pela Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás Butano.

Segundo a companhia, a proposta do consórcio de R$ 3,7 bilhões foi a melhor feita pela participação na distribuidora.

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