Petróleo

Petrobras limpa 133 toneladas de petróleo ao longo da costa nordeste

Gigante estatal brasileiro diz que o petróleo que apareceu em cerca de 100 praias não é o seu

A Petrobras limpou 133 toneladas de petróleo ao longo da costa nordeste do Brasil, embora a empresa controlada pelo estado esteja convencida de que não é a fonte de nenhum dos derramamentos misteriosos.

“Analisamos 23 amostras coletadas nas áreas afetadas e nenhum óleo é proveniente de petróleo produzido ou comercializado pela Petrobras. Esse é um negócio muito estranho e não mostra sinais de melhora ainda”, disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a uma mineradora e comitê de energia na Câmara dos Deputados.

Derramamentos foram detectados em cerca de 100 praias nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará na última semana. Essas são todas as regiões em que o turismo é um dos principais ganhadores de dinheiro e a vida marinha – como as tartarugas – foi afetada negativamente.

As palavras de Castello Branco ecoaram as do presidente Jair Bolsonaro, que disse a repórteres que os testes moleculares descobriram que o petróleo encontrado nas praias não era dos campos de petróleo brasileiros e ele sugeriu que o petróleo poderia ter sido despejado “criminalmente”.

Embora nenhuma palavra oficial tenha sido dada sobre a origem do misterioso derramamento de óleo, a revista brasileira Epoca informou que a Petrobras vê o PDVSA da Venezuela como o principal suspeito, embora nenhuma evidência tenha sido citada.

Castello Branco usou sua visita ao Congresso para afirmar que a Petrobras deve continuar investindo pelo menos US $ 3 bilhões por ano em exploração, a fim de incorporar novas reservas a uma taxa de 1 bilhão de barris por ano.

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