Óleo e Gás

Petrobras multa a Bolívia por não atender às entregas de GNL

A petrolífera estatal brasileira Petrobras multou a estatal YPFB após não entregar os volumes de gás natural liquefeito (GNL) garantidos por contrato através do gasoduto Bolívia-Brasil durante 2018, disse um executivo da Petrobras nesta terça-feira.

Marcelo Cruz , gerente executivo de gás e energia da Petróleo Brasileiro SA , se recusou a revelar o valor da multa, alegando confidencialidade, mas confirmou que era um valor “relevante”.

Cruz, que falou à Reuters por telefone, disse que a multa, paga na semana passada, visava compensar possíveis perdas para a Petrobras, que acaba tendo que compensar os volumes de outras fontes.

“No momento em que ele não fornece o gás, eu acabo tendo que ir ao mercado e comprar GNL. Em média, o GNL é mais caro que o gás boliviano”, disse Cruz. “O espírito da multa é este: para compensar quaisquer perdas que possam ocorrer.”

Cruz disse que a YPFB não conseguiu entregar os volumes necessários à Petrobras devido à redução dos investimentos exploratórios nos últimos anos, o que levou a uma queda na produção. As necessidades internas da Bolívia também cresceram, restringindo a oferta, disse ele.

No ano passado, a Petrobras demandou uma média de 26 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, enquanto a YPFB entregou 22,6 milhões, segundo dados oficiais.

Devido às dificuldades da Bolívia, Cruz disse que as empresas estão negociando uma possível revisão do volume de gás contratado.

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