Petróleo

Petrobras dá aos clientes opção para precificar gás natural

GÁS NATURAL

A mudança faz parte de uma reforma em curso no mercado de gás estimulada pela nova legislação que abre os segmentos midstream e downstream para novos players.

Inspirada na “perspectiva de um ambiente mais competitivo”, a Petrobras disse que “busca oferecer produtos e soluções com maior competitividade para maximizar os resultados da empresa”.

A reforma do gás foi aprovada em lei pelo presidente Jair Bolsonaro em março. Os pilares da reforma são o acesso de terceiros aos participantes do mercado em gasodutos; um regime de transporte de saída de entrada; transparência no sistema de gasodutos; e desvinculação de leis para que os operadores de redes de gás não possam ser controlados por empresas envolvidas em outras atividades na cadeia de valor do gás. Anteriormente, a estatal Petrobras tinha monopólio no mercado de gás.

Os clientes agora poderão escolher entre Henry Hub e um índice de petróleo Brent em suas transações, disse a Petrobras, “atendendo assim à demanda do mercado por mais flexibilidade nas fórmulas de preços”.

Os compradores também poderão selecionar horizontes de contratos personalizados em suas necessidades de compra para melhor contabilizar a sazonalidade e as oscilações na demanda.

Executivos da Petrobras disseram que a liquidez da Henry Hub, a transparência dos preços e o uso crescente do índice dos EUA no comércio global de gás natural liquefeito (GNL) estavam por trás de sua decisão. Os executivos da empresa buscam “maior simplicidade, transparência e risco reduzido de desalinhamento dos preços” com as importações de GNL, bem como fontes de energia substitutas.

O Ministério da Economia estimou que os preços do gás natural doméstico podem diminuir 40% nos próximos anos, como resultado das reformas.

O país também está sendo visto cada vez mais como um destino atraente para o GNL. São cerca de 10 projetos de regaseificação em diferentes estágios de desenvolvimento no Brasil, principalmente no sul, segundo a corretora Poten & Partners.

A consultoria BRG Energy & Climate for South America disse que a geração de energia a gás natural no Brasil pode crescer 20 GW até 2040, subindo para 15% de 9% no mix de energia.

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