Offshore

Petrobras cancela licitação de equipamentos submarinos

A NOC Petrobras cancelou uma licitação para a aquisição de até 27 km de umbilicais de tubos de aço (STUs) para o projeto Búzios 5, na costa sudeste do país. 

O BNamericas informou na quarta-feira que a italiana Prysmian estava negociando o contrato com a Petrobras. 

A Prysmian apresentou a melhor oferta no leilão, com uma oferta de 52,6 milhões de reais (US $ 9,15 milhões), superando as ofertas da MfX do Brasil (63,2 milhões) e da Oceaneering (71,8 milhões). 

A revogação da licitação teve por base uma lei federal que permite que empresas estatais cancelem uma licitação se, após o processo de negociação, o valor final não for igual ou inferior ao orçamento pré-definido para a contratação. 

De acordo com o edital enviado aos licitantes, eles têm um dia útil para contestar a decisão da Petrobras. 

Localizado no pré-sal da bacia de Santos, o campo de Búzios deve receber investimentos de até US $ 17,5 bilhões em 2021-2025. Sua quinta unidade de produção, o FPSO Almirante Barroso, está programada para produzir o primeiro óleo em 2022. 

A Prysmian assinou contrato em janeiro com o consórcio Libra (Petrobras, Shell, Total, CNOOC e CNPC) para o fornecimento de 60km de UTEs para o campo Mero 1, também no pré-sal da bacia de Santos, que deve entrar em operação em 2021 com o FPSO Guanabara. 

O projeto Mero 1 é o primeiro no Brasil a utilizar STUs e o equipamento está sendo fabricado na fábrica da Prysmian em Vila Velha, no Espírito Santo. 

A Prysmian está agora negociando um contrato STU com a Petrobras para o campo Mero 2, onde o Sepetiba FPSO está programado para começar a operar em 2023, disse ao BNamericas uma fonte familiarizada com o assunto.

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