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Petrobras: Alinhamento aos preços internacionais não mudou

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A Petrobras está esclarece uma notícia publicada na tarde de sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021, a partir de declarações distorcidas divulgadas pela imprensa.

A manutenção da periodicidade para a medição da aderência entre os preços de realização e os preços internacionais, adotada desde junho de 2020 e confirmada em janeiro de 2021, foi erroneamente comunicada pela imprensa como uma alteração da política comercial da empresa.

Como prática anteriormente adotada e mantida desde 2019, a Petrobras segue a precificação dos combustíveis em linha com os preços internacionais convertidos para reais pela cotação Real / Dólar. Esse sistema foi divulgado ampla e repetidamente ao mercado ao longo do tempo.

Em junho e agosto de 2019, anunciamos publicamente que os reajustes de preços não seguiriam mais uma periodicidade pré-definida, e isso permanece o mesmo.

Embora a Petrobras seja praticamente a única produtora de derivados de petróleo no Brasil, com 98% da capacidade de refino, ela enfrenta a concorrência de importadores cujas participações variam de 20 a 30% do mercado interno, dependendo do produto.

Os combustíveis são commodities globais, como soja e minério de ferro, cujos preços são tipicamente voláteis, assim como as taxas de câmbio.

Face ao aumento significativo da volatilidade destas variáveis, a empresa decidiu em junho de 2020 mudar de trimestral para anual o período de medição da aderência entre os preços de realização e os preços internacionais. Tal mudança não deve ser confundida, de forma alguma, com uma mudança na política comercial, na fixação de periodicidade para reajustes ou em metas de desempenho.

Da mesma forma, mantém-se o acompanhamento contínuo dos mercados por parte da nossa equipa, o que inclui, entre outros procedimentos, o cálculo diário e a análise do comportamento dos nossos preços face aos preços internacionais e o planeamento de ações para corrigir desvios.

Essa rotina de negócios, ao contrário de objetivos estratégicos, políticas e resultados, não é um assunto que mereça divulgação pública.

Conforme esperado, a mudança na periodicidade para a medição da aderência entre os preços de realização e os preços internacionais não resultou em perdas, tendo sido alcançado o objetivo de manter a paridade dos preços de importação, da mesma forma que ocorreu em 2019.

Mesmo em um período extremamente desafiador para a indústria global de petróleo, os resultados financeiros dos primeiros nove meses de 2020 mostraram forte geração de fluxo de caixa e redução do endividamento, contradizendo alegações de supostas perdas em nossa política comercial.

Em janeiro de 2021, a Petrobras manteve inalterada a periodicidade adotada a partir de junho de 2020 para a medição da aderência do alinhamento entre preços de realização e preços internacionais, sem maiores alterações.

A volatilidade dos preços dos combustíveis e das taxas de câmbio, seja para cima ou para baixo, é um fenômeno permanente, que pode aumentar ou diminuir em face de eventos específicos imprevistos.

A simples modificação do prazo de avaliação da aderência entre os preços de realização e os preços internacionais, ocorrida há cerca de oito meses, não rompe nosso compromisso inabalável de alinhar nossos preços no Brasil aos preços internacionais e a consequente geração de valor para os acionistas. 

A Petrobras reafirma as declarações do CEO Roberto Castello Branco, em evento na manhã da última sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021, em Brasília, de independência de interferências externas na determinação de seus preços.

A Petrobras segue fortemente comprometida com a geração de valor, confiabilidade no fornecimento de combustíveis de qualidade para seus clientes, respeito às pessoas, ao meio ambiente e à segurança de suas operações.

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