Economia

Opep tem previsão de avanço na demanda de petróleo para 2021

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mostrou nesta terça-feira (14), sua primeira estimativa para a demanda global pela commodity para o proximo ano.

Segundo os cálculos da entidade, que tem sede em Viena, na Áustria, o consumo apresentará um crescimento histórico elevado de 7 milhões de barris por dia (bpd), após um ano em que o impacto deve ser muito forte por causa da pandemia de coronavírus.

O relatório mensal da instituição que foi divulgado evidenciou que, regionalmente, o crescimento do consumo deverá ser de 3,5 milhões de bpd tanto nos membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e também nos países que estão fora da entidade, no qual o Brasil não faz parte da OCDE.

Em relação aos produtos, a entidade previu que a gasolina e o diesel devem registrar os maiores ganhos anuais em 2021, embora os ganhos contínuos de eficiência, incluindo trabalho remoto e teleconferências, possam dimnuir os avanços de demanda por petróleo no ano que vem, permanecendo abaixo dos níveis identificados antes da crise.

Para 2020, a Opep mostrou nesta terça-feira (14), que a demanda mundial deve cair 8,9 milhões de bpd,  Há um mês, a estimativa era de queda maior, de 9,07 milhões de bpd e a melhora foi atribuída à demanda de petróleo um pouco melhor do que o esperado da região da OCDE ao longo do segundo trimestre do ano.

A demanda global total de petróleo é estimada para 90,7 milhões de bpd em 2020, com expectativa de maior consumo no segundo semestre do ano na comparação com a primeira.

Em 2021, a demanda por petróleo deverá se restabelecer parcialmente da desaceleração exibida em 2020, e ainda avançar para uma média total de 97,7 milhões de bpd.

“Estima-se que a demanda por petróleo registre desenvolvimentos significativos em relação ao ano anterior, no entanto, permanecerá muito abaixo dos níveis anteriores à covid-19”, comparou.

A Opep presume que a melhora da economia em 2021 em comparação com o ano atual, além da fraca base de comparação, sejam consideradas os fatores determinantes do aumento da demanda. A entidade também supõe que não haverá grandes surtos de covid-19 em 2021 para compor seu cenário para o ano.

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