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Obra do Comperj é cancelada e traz frustração aos trabalhadores do RJ

A Petrobras, na última quarta-feira (18) divulgou uma nota informando que, juntamente com a empresa chinesa CNPC e suas filiais, decidiram cancelar a construção da refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaboraí-RJ. De acordo com o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, foi realizado um estudo sobre as obras e foi concluído que a finalização do projeto não teria atratividade econômica.

Outras Alternativas para a Petrobras

A Petrobras cogita algumas alternativas para aproveitar a área do Comperj. Entre elas, está a de  integrar a Refinaria Reduc, em Duque de Caxias (RJ), com algumas unidades do Comperj que estão paradas, para produção de lubrificantes básicos e combustíveis de alta qualidade a partir de produtos intermediários da Reduc.

Outra hipótese da empresa, é a construção de uma termelétrica, em parceria com outros investidores, utilizando gás natural do pré-sal.

Conforme a Petrobras, as obras para a implantação do Projeto Integrado Rota 3, de gás natural, que vão liberar o escoamento de cerca de 21 milhões de m³ por dia de gás a partir de 2021, vale ressaltar que o projeto ainda inclui um gasoduto e uma unidade de processamento.

O histórico ruim do Comperj

O Comperj é um dos empreendimentos da Petrobras em que houve pagamento de propina e participação de cartel dos fornecedores, segundo delações premiadas da Operação Lava-Jato.

Confira: Comperj: Petrobras afirma finalização da construção do complexo no RJ

A situação dos trabalhadores

Essa notícia acabou frustrando milhares de trabalhadores no Rio de Janeiro, que já haviam sido prejudicados no período da  paralisação de obras e problemas de empreiteiras contratadas decorrentes da Operação Lava-Jato que causou demissões em massa na cidade de Itaboraí-RJ. No auge das obras, 29 mil trabalhadores estavam empregados, em março deste ano, este número caiu para 10,6 mil empregados.

Em Outubro deste ano, a Petrobras em um acordo juntamente com a Toyo Setal, criou uma expectativa de que seriam geradas  5 mil vagas de emprego nos postos de trabalho do Comperj. E agora a empresa anuncia o fim das construções no complexo, causando grande impacto negativo para os trabalhadores e para economia.

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