Economia

O setor de serviços do Brasil cresce mais do que o esperado em agosto sobre julho

O volume do setor de serviços no Brasil cresceu 2,9% em agosto sobre o mês anterior, no terceiro aumento mensal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (14), em desempenho recorde para o mês, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas acumuladas de fevereiro a maio devido à pandemia.

Na comparação com igual mês do ano passado, o indicador sofreu a sexta queda consecutiva, de 10%.

O desempenho do setor, que responde por cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, veio um pouco melhor do que as expectativas de analistas que apontavam aumento mensal de 2,3% e queda anual de 10,7%, segundo pesquisa.

Ainda assim, em 12 meses, o setor de serviços acumulou queda de 5,3%, a mais forte da série iniciada em dezembro de 2012, o aumento acumulado desde junho, de 11,2%, foi inferior às perdas de 19,8% registradas de fevereiro a Maio.

“Ainda não devemos ver em 2020 uma recuperação das perdas causadas pela pandemia”, disse o gerente de pesquisas do IBGE, Rodrigo Lobo, aos jornalistas, acrescentando que o setor ainda está 9,8% abaixo do nível de fevereiro.

Lobo destacou que, mesmo com medidas para amenizar as restrições à movimentação, o deslocamento ainda não voltou aos níveis normais, limitando a recuperação de um setor que, mais do que o comércio e a indústria, depende em grande medida do face a face contato.

Voltar ao Topo