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O Google também é investigado no Brasil por supostas práticas de monopólio

Esta semana, o Google foi vítima de uma ação movida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que acusou a empresa de Mountain View de práticas de monopólio no mercado de buscas.

A agência americana explica que a empresa está agindo de forma injusta com seus concorrentes ao firmar contratos com fabricantes de celulares para instalar seu mecanismo de busca de forma nativa no sistema e evitar sua retirada.

No mesmo dia, a empresa emitiu um memorando em sua defesa esclarecendo que seus usuários utilizam seus serviços porque desejam e não porque não têm outra opção.

Na postagem, feita em seu blog oficial, a gigante das buscas também “aprendeu” como instalar e usar os buscadores de concorrentes em dispositivos Android, como o Bing da Microsoft, por exemplo.

Agora, na mesma semana em que o processo foi a público, a empresa americana viu seu nome mencionado em outro processo, desta vez no Brasil, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) também está investigando a empresa por supostas práticas de monopólio.

No total, o Google está sendo investigado por três tipos diferentes de ações judiciais, envolvendo seus produtos móveis e desktop.

O primeiro, baseado em um processo europeu que condenou a empresa dirigida por Sundar Pichai por ações de monopólio, examina se o Google está agindo injustamente com seus concorrentes ao ordenar aos fabricantes de telefones Android que pré-instalem seus aplicativos (como Gmail, Maps e Chrome, por exemplo ) em todos os dispositivos iniciados com o sistema operacional e também bloqueia suas desinstalações.

O segundo julgamento, aberto em 2019, analisa suspeitas de que a empresa esteja prejudicando a mídia ao copiar parte dos textos jornalísticos publicados para “colar” na página de busca, dessa forma, os usuários – que são potenciais leitores de cada veículo – acabam tendo acesso às notícias sem ter que ir ao link e, dessa forma, afetam as métricas de cada portal.

Por fim, o Cade também está investigando o Google após uma reclamação feita pelo Yelp em 2016. A empresa acusa o gigante das buscas de usar seu poder de mercado para prejudicar o site de resenhas no Brasil.

Com efeito, a empresa apresenta, nos resultados da pesquisa, avisos, moradas, números de telefone e mapas de restaurantes, lojas e hotéis e, desta forma, prejudica o portal, que tem a função de disponibilizar este tipo de informação aos leitores.

Todas as acusações ainda estão sob investigação e, até o momento, não há previsão de quando o caso será encerrado, porém, caso seja condenada, a empresa deve pagar multa correspondente a 30% do seu faturamento no período no Brasil.

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