Empregos

O comércio brasileiro de biodiesel caminha para um mercado aberto

 As distribuidoras brasileiras de combustíveis poderão comprar 20% de sua demanda total de biodiesel no mercado spot, enquanto 80% do volume fornecido precisará ser “combustível social” produzido por pequenos agricultores, permitindo compras no mercado spot e importações pela primeira vez, disse o Ministério de Minas e Energia do Brasil.

De acordo com um comunicado divulgado em setembro. 16 pela comissão do ministério da Abastece Brasil (Supplying Brazil), o comércio brasileiro de biodiesel mudaria para um mercado aberto parcial de um mercado de leilão a partir de 1º de janeiro de 2022.

Os parâmetros para os contratos de fornecimento de biodiesel precisarão ser previamente aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás. Segundo a Abastece Brasil, os parâmetros dos contratos de biodiesel devem ser semelhantes aos contratos de etanol anidro.

O Brasil tem um nível obrigatório de 27% de anidro na gasolina misturada com etanol.

No modelo proposto, não há proibição de importação de biodiesel, uma forte exigência dos distribuidores de combustíveis, que veem uma oportunidade de adquirir biodiesel mais barato de fora do Brasil, e da Associação Nacional dos Importadores de Combustíveis, ou Abicom.

“A conclusão do estudo de que o atual estágio de maturidade do setor já permite o início do processo de desregulamentação é um avanço fundamental para o segmento”, disse a Abicom em nota. “Considerando a dificuldade de os produtores atenderem a demanda, embora o estudo tenha propostas de médio prazo, a Abicom reforça a necessidade de antecipar a liberação das importações”.

A Abicom se referia à recente queda na mistura obrigatória de 12% para 10% em setembro e outubro, necessária para garantir o abastecimento de diesel no país.

Enquanto o modelo proposto sugere o início oficial desse novo modelo de comercialização em janeiro de 2022, a comissão da “Abastece Brasil” enfatiza que poderá ser positivo se as mudanças regulatórias forem antecipadas, pois poderão diminuir o custo do diesel com biodiesel para os consumidores .

Oferta e procura

O Brasil produziu em 2019 5,9 bilhões de litros de biodiesel, com o óleo de soja respondendo por mais de 70% da matéria-prima, estima que em 2020 a produção de biodiesel totalizará 6,2 bilhões de litros, alta de 5,51% no ano.

Tradicionalmente, o modelo de leilão permitia aos produtores manter estoques apertados, produzindo apenas o volume a ser entregue nos próximos dois meses.

O consumo brasileiro de biodiesel em 2020 é estimado em 6,20 bilhões de litros, um aumento de 5,7% no ano, apesar do surto de coronavírus, que prejudicou o consumo de gasolina e etanol no país. A maior parte das mercadorias no Brasil chega por rodovia aos principais pólos de consumo e portos, o que manteve a demanda por diesel elevada apesar das medidas de isolamento social impostas no país desde meados de março.

Embora o Brasil não tenha permissão para importar óleo de soja para fins de combustível, as importações são permitidas para fins alimentares e industriais.

O Brasil importou em 2019 47,8 mil toneladas de óleo de soja, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. De janeiro a agosto, o volume totalizou 22.070 toneladas e os participantes do mercado estimam que cerca de 60.000 toneladas podem ser importadas nos próximos meses para abastecer o mercado local com estoque reduzido.

Avaliou o óleo de soja FOB porto de Paranaguá em 16 de setembro em US $ 875,46 / mt, o maior acordo desde a avaliação foi lançada em 16 de março.

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