Economia

Novonor dá novo passo para vender ações da Braskem

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A Novonor (ex-Odebrecht) vai apresentar nesta segunda-feira aos credores a estratégia de vender em bolsa todas as ações que detém na petroquímica Braskem. O grupo está convencido de que a melhor alternativa para monetizar sua participação é por meio de ofertas secundárias de ações preferenciais e ordinárias, afirmam duas fontes.

A Novonor detém 50,1% do capital votante da Braskem e 38,3% do capital total, que vale R $ 19,3 bilhões. A Petrobras, sócia da petroquímica, detém 36,1% do capital total, de R $ 18,2 bilhões. O valor de mercado da Braskem é de R $ 50,5 bilhões, segundo o Valor Data.

A Novonor planeja fazer ofertas secundárias para vender ações preferenciais e ordinárias, disseram duas fontes. A decisão final depende de como a Petrobras venderá sua participação, disseram outras fontes familiarizadas com o assunto.

O grupo baiano usará os recursos das ofertas para quitar dívidas com bancos credores. Os bancos têm uma dívida total de R $ 14 bilhões lastreada em ações da Braskem. Pelos preços atuais, a Novonor ainda teria até R $ 5,3 bilhões em caixa, sem impostos.

Fontes disseram ao Valor que não acreditam que qualquer decisão sobre um modelo alternativo de venda da Braskem saia nesta segunda-feira do terceiro encontro entre representantes da Novonor, da Petrobras e dos cinco bancos credores do grupo – Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Brasileiro Banco de Desenvolvimento (BNDES).

Se os bancos aprovarem rapidamente a nova estratégia a ser apresentada pela Novonor nesta segunda-feira, o grupo poderá começar a vender ações preferenciais já em 2021. As ações ordinárias só seriam ofertadas após a migração da Braskem para o Novo Mercado, o segmento de governança mais rígido do B3 . A ideia é aproveitar a janela para operações de bolsa que vai até abril do ano que vem, quando o Brasil terá eleições presidenciais.

A estratégia de vender ações da Braskem em bolsa ganhou corpo depois que a proposta original da Novonor de buscar interessados ​​em uma operação tradicional de M&A não conseguiu atrair um único comprador, ou consórcio de compradores, para a petroquímica.

A saída da Novonor pela bolsa depende da aprovação dos bancos, que inicialmente acolheram a proposta, disse uma fonte. A estrutura final da oferta também depende do caminho que a Petrobras escolher para se desfazer dos 36,1% do capital total que detém.

A estatal petrolífera já afirmou estar disposta a vender sua posição, mas ainda não indicou como o fará. Caso também decida alienar as ações no mercado, deverá coordenar qualquer oferta secundária ou block trade com as ofertas secundárias buscadas pelo sócio Novonor.

Novonor não quis comentar o assunto.

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